- Os Lib Dems vão pedir ao Labour para abandonar as “linhas vermelhas” sobre a união aduaneira e o mercado único, defendendo que o Reino Unido volte a integrar o mercado único da UE por meio de um acordo similar ao Espaço Económico Europeu.
- Ed Davey vai cobrar que, caso o próximo premiê seja Keir Starmer, haja negociações imediatas com a UE para um vínculo econômico mais estreito, incluindo a livre circulação de pessoas, além de criar um conselho de segurança europeu.
- A declaração ocorre às vésperas do 10º aniversário do voto pela saída do Reino Unido da União Europeia; o Labour prometeu, em 2024, não reentrar na UE, mercado único ou união aduaneira.
- Davey afirma que reentrar no mercado único removeria barreiras comerciais e interromperia o custo econômico do Brexit, estimado em cerca de 90 bilhões de libras por ano.
- O texto destaca que autoridades da UE estão abertas à participação do Reino Unido no mercado único via Espaço Econômico Europeu, mas com a exigência de livre circulação de pessoas; o ex-presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que o mercado único não está à venda.
Os liberaldemocratas vão pedir a Andy Burnham que encerre a indolência da oposição ao bloco europeu e defenda a reintegração da Grã-Bretanha no Mercado Único. A defesa ocorre em meio ao 10º aniversário do voto pelo Brexit e visa fortalecer a posição do partido.
O líder Ed Davey apresentará uma mudança de estratégia, declarando que o Reino Unido deve reativar laços econômicos próximos com a União Europeia, incluindo a possibilidade de livre circulação de pessoas e um novo conselho de segurança europeu para enfrentar ameaças russas e a instabilidade nos EUA.
A manobra sinaliza um movimento claro para a reaproximação com a UE, ainda que envolva a reintegração no Mercado Único. O Lib Dem planeja tratar o tema como parte de uma negociação mais ambiciosa com Bruxelas caso haja uma vitória eleitoral.
Davey afirma que as linhas vermelhas de Labour emperram o crescimento britânico e fortalecem adversários políticos. O discurso aponta para terminar a era de torpor associada à postura europeia atual e iniciar conversas sobre um acordo econômico mais amplo.
Segundo o plano do partido, a adesão ao Mercado Europeu de Trabalho ocorreria por meio de uma participação na Área de Livre Comércio Europeia, junto aNoruega e Islândia, e uma nova união aduaneira UK-EU, com a remoção de barreiras comerciais.
O Lib Dem sustenta que tal adesão eliminaria entraves comerciais com a UE e reduziria danos econômicos do Brexit. A proposta é apresentada como a maior tentativa de retorno à cooperação europeia desde a eleição de 2019.
A ideia pode exigir a decisão de aceitar a livre circulação de pessoas, criando divergências com o atual discurso conservador sobre imigração. A UE já indicou flexibilidade para a adesão à Área de Livre Comércio, sem abrir mão de regras de imigração.
Analistas ouvidos pela imprensa destacam a resistência de alguns membros da UE a propostas sem compromissos sobre pessoas. O apoio político interno depende de como o tema se desenvolve em futuras negociações.
O Lib Dem também propõe maior cooperação na defesa com a UE, com a criação de um conselho de segurança europeu e uma nova ofensiva de remilitarização para atender necessidades da OTAN. A ideia visa usar o peso britânico como moeda de negociação.
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