Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Casinos, tribos e sindicatos pedem banir apostas esportivas da Clarity Act

Coalizão de mais de cinquenta entidades pressiona Senado para banir apostas esportivas em mercados de previsão na Clarity Act, citando falhas de fiscalização pela CFTC

Senate podium with digital grid, casino chips, and prediction market interface in purple gradient lighting
0:00
Carregando...
0:00
  • Uma coalizão com mais de cinquenta entidades de jogos, governos tribais e sindicatos enviou, em quinze de junho, uma carta ao Senado pedindo que o Digital Asset Market Clarity Act inclua linguagem que proíba mercados de previsão de apostas esportivas e contratos de eventos de cassino em plataformas como Polymarket e Kalshi.
  • Assinaturas incluem a American Gaming Association, a Indian Gaming Association e a UNITE HERE, que representa trabalhadores de hotelaria, jogos e alimentação na América do Norte.
  • A carta sustenta que plataformas de mercados de previsão expandiram o jogo sem autorização estadual, aprovação legislativa ou proteções ao consumidor.
  • Do ponto de vista jurídico, o grupo argumenta que a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) não tem competência para regular jogos, e que esportes ficariam fora do mandato da CFTC, abrindo caminho para contornar acordos tribais-estaduais.
  • No cenário legislativo, o Clarity Act já recebeu aprovação no Senado pelo Comitê de Bancos (15 a 9), mas enfrenta três entraves: ética conflitando, dois textos diferentes a serem unidos e a exigência de sessenta votos para claudurar. Há apenas nove dias úteis até o recesso de quatro de julho; o projeto Schiff-Curtis, chamado Prediction Markets Are Gambling Act (S. 4160), propõe proibir contratos ligados a esportes em plataformas reguladas pela CFTC.

A coalizão de mais de 50 associações de jogos, governos tribais e sindicatos enviou uma carta ao Senado no dia 16 de junho, pedindo que o Digital Asset Market Clarity Act inclua linguagem explícita que proíba mercados de previsão de oferecer contratos de esportes e apostas em eventos de cassino. A medida mira plataformas como Polymarket e Kalshi, que vêm desenvolvendo negócios de contratos de eventos com dinheiro real sob supervisão da CFTC.

Entre os signatários estão a American Gaming Association (AGA), a Indian Gaming Association (IGA) e a UNITE HERE, que representa cerca de 300 mil trabalhadores de hotéis, jogos e serviços de alimentação na América do Norte. O texto sustenta que plataformas de previsão ampliaram significativamente o jogo sem autorização estadual, sem aprovação legislativa e sem proteções eficientes ao consumidor.

Os diversos grupos argumentam que a CFTC não foi criada para fiscalizar apostas, sob a ótica jurídica apresentada. Segundo a coalizão, a atuação federal não possui o alcance nem a infraestrutura institucional para regular apostas de forma adequada, incluindo integridade das apostas, acesso de menores e salvaguardas contra o jogo problemático.

A carta alerta que o Act pode facilitar a legalização de apostas esportivas em âmbito nacional por meio de plataformas registradas na CFTC, contornando acordos entre tribos e estados que hoje definem onde e como as apostas são oferecidas. A AGA aponta que o imposto arrecadado por estados com a prática, estimado em cerca de US$ 1 bilhão desde o início de 2025, vem sendo contestado pelos operadores de mercados de previsão.

Os signatários destacam ainda que o tema já está em campo legislativo, com o Digital Asset Market Clarity Act ratificado pelo Senado na Comissão Bancária em maio, mas ainda enfrentando três entraves: ética, textos conflitantes entre comissões e a exigência de 60 votos para cloture. A poucos dias do recesso de 4 de julho, os legisladores precisam decidir se inserem a oposição a apostas esportivas no texto principal ou se mantêm a proposta em projeto separado.

Além disso, o lobby ressalta a atuação de senadores que já apresentaram propostas específicas para proibir contratos de esportes em mercados de previsão, preservando a jurisdição de estados e tribos. O impulso regulatório teve como gatilho a recente regulamentação da CFTC, que abriu um marco para alguns contratos de eventos esportivos em mercados de previsão, mas manteve restrições sobre lesões, decisões de arbitragem e competições de alto risco.

As negociações seguem com foco na compatibilização entre o Act e propostas alternativas, buscando clareza regulatória sem ampliar permissões de apostas fora do modelo atual de governança tribo-estadual. O resultado pode redefinir o alcance das plataformas de previsão no setor de apostas nos Estados Unidos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais