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MPs pedem fim de evento imobiliário por temor de estimular assentamentos

Mais de cem parlamentares britânicos pedem ao governo o cancelamento de evento imobiliário em Londres, ligado à venda de terras de assentamentos considerados ilegais pelos palestinos

Protest against a new Israeli settlement in Deir Abu
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  • Mais de 100 parlamentares britânicos pediram o cancelamento de um evento imobiliário em Londres que seria ligado à venda de terras em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.
  • Em carta ao secretário de Relações Exteriores, eles afirmam que o evento está “embedded” no projeto de expansão colonial e pedem que o governo tome medidas para impedir a realização.
  • O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou ter discutido o tema com a polícia metropolitan, e o governo já anunciou sanções a entidades que apoiam violentos assentamentos.
  • Organizadores negam as acusações, dizendo que o evento divulgará apenas informações de propriedades dentro da linha verde; a página do evento removou menções a Gush Etzion após críticas.
  • Organizações da sociedade civil e grupos pró-palestinos pedem a suspensão do evento, alegando normalizar assentamentos ilegais e violar o direito internacional.

Mais de 100 parlamentares britânicos pediram o cancelamento de um evento imobiliário israelense previsto para acontecer em Londres neste domingo. Alegam que o evento estaria ligado à venda de terras em assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Em carta enviada ao secretário de Relações Exteriores, 101 membros do parlamento e da Câmara dos Lordes afirmam que o evento sustenta o expansãoismo colonial de Israel ao facilitar vendas de terras supostamente usurpadas de palestinos. Pedem que o governo tome todas as medidas cabíveis.

Os signatários, entre eles os deputados trabalhistas Andy McDonald e Debbie Abrahams, também criticaram a conformidade com diretrizes governamentais sobre atividades econômicas ligadas aos assentamentos.

A carta chega após debates no parlamento e advertências do prefeito de Londres, Sadiq Khan, que dialogou com a polícia metropolitana sobre o tema. Registra-se ainda que o governo britânico impôs sanções a seis empresas e a um indivíduo por supostamente viabilizarem violência de colonos.

Organizações da sociedade civil, como Amnesty International UK, Palestine Solidarity Campaign e Muslim Association of Britain, também pedem o cancelamento do evento. Elas argumentam que a divulgação de terras em assentamentos normalizaria ocupação ilegal.

O evento em London seria a etapa final de uma série de roadshows internacionais que promoviam supostas oportunidades de compra em assentamentos da Cisjordânia. Os promotores haviam indicado interesse em Gush Etzion, considerada por Londres como assentamento ilegal.

Os organizadores negaram as acusações de venda de terras na West Bank, chamando-as de infladas e motivadas por opositores. Um porta-voz afirmou que expositores forneceriam informações sobre propriedades dentro da linha verde.

A página do evento de 2025 mencionava Gush Etzion, mas a referência foi removida após a publicação de críticas públicas. O site do evento de 2026 também retirou menções ao tema.

O evento, dito privado e com entrada gratuita, anunciava serviços de consultoria, seguros, impostos e corretagem, além de apresentar um mapa da região sem delimitação entre Gaza, Cisjordânia e Golã. Não havia, na divulgação, indicação de Gaza, Cisjordânia ou setores contestados.

O período de tensão na região tem crescido com violência de colonos na West Bank, o que motivou a coalizão de países ocidentais a pedir o fim da construção de assentamentos, considerado por eles violando o direito internacional.

Na sequência, o governo britânico informou que vai apresentar diretrizes atualizadas para esclarecer como as empresas devem evitar empreendimentos que apoiem assentamentos ilegais, conforme comunicado oficial.

A imprensa britânica destaca que a Londes event ocorreu após o anúncio de sanções globais a entidades ligadas a violações na região, aumentando o escrutínio internacional sobre o papel de eventos de promoção imobiliária no conflito.

Autoridades locais citadas pela reportagem também mencionaram que o objetivo do encontro seria oferecer informações técnicas sobre projetos imobiliários, sem detalhar operações de venda no território disputado.

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