- A Assembleia Legislativa paulista gastou 4,1 milhões de reais em posts patrocinados no Facebook e Instagram na atual legislatura, com 56 deputados utilizando a prática.
- Entre janeiro e abril deste ano, o gasto llegó a 552,6 mil reais, o maior da série, frente a 464,9 mil no mesmo período de 2024 — alta de 19%.
- O impulsionamento é permitido desde novembro de 2021, financiado pela verba de gabinete de 48 mil reais mensais por parlamentar, e serve como substituto de materiais gráficos da atuação parlamentar.
- Exemplos: o deputado Lucas Bove destinou entre 40 mil e 45 mil reais para anunciar adesivos com o dizer “Volta Bolsonaro”; outro vídeo, de 4 de junho, cita o senador Flávio Bolsonaro como presidente e fala da edição de 2027 da Marcha para Jesus; Ricardo França foca em conteúdos sobre resgate de animais.
- Não há transparência completa sobre quais anúncios foram pagos, já que a Alesp não divulga notas fiscais; o TSE permite propaganda na pré-campanha, desde que sem pedido explícito de voto, e a relação entre conteúdo e atividade parlamentar é objeto de avaliação.
A Assembleia Legislativa de São Paulo gasta, nesta legislatura, cerca de R$ 4,1 milhões em posts patrocinados no Facebook e Instagram. A prática, permitida pela Casa desde novembro de 2021, é financiada pela verba de gabinete dos deputados.
Entre 2023 e 2024, 56 deputados recorreram ao impulsionamento para ampliar o alcance de conteúdos com recursos públicos. O montante atual representa quase metade do valor gasto em toda a legislatura até o momento, segundo levantamento do UOL.
Neste ano, o gasto de janeiro a abril atingiu R$ 552,6 mil, o maior da série. Compare com R$ 464,9 mil registrados no mesmo período de 2023, apontando aumento de 19%.
Gasto, regras e limites
O impulsionamento é liberado pela Mesa Diretora e vinculado à divulgação da atividade parlamentar. O uso ocorre com a verba mensal de R$ 48 mil por parlamentar. O conteúdo, porém, nem sempre descreve ações da Alesp.
Casos e conteúdos promovidos
Entre os casos, Lucas Bove (PL) destinou R$ 40 mil a R$ 45 mil para impulsionar publicações ligadas a adesivos com o slogan “Volta Bolsonaro”. Conteúdos posteriores citavam Flávio Bolsonaro e a Marcha para Jesus.
Ricardo França (Podemos) mantém investimento alto em vídeos de resgate de animais, com foco na proteção animal. Sobre o conteúdo, o deputado afirma seguir as normas da Alesp e que sua atuação privilegia a pauta animal.
Desempenho e posicionamentos
Rafael Saraiva (União) também investiu por conteúdos com a temática animal, incluindo publicação com selo de propaganda eleitoral. A depender do perfil, os anúncios deixam de mencionar projetos da Alesp.
Deputados divergentes afirmam que o impulsionamento está previsto em ato da Mesa Diretora. A defesa destaca que o conteúdo reflete a atuação parlamentar e não é uma aquisição de materiais gráficos.
Observação sobre transparência
A Alesp não publica notas fiscais de impulsionamento, o que dificulta a identificação de anúncios pagos com verba de gabinete. Em alguns casos, é possível observar conteúdo com orientação político-eleitoral, sem clareza sobre a origem dos recursos.
O TSE estabelece datas de campanha e regras para propaganda eleitoral, incluindo vedações sobre brindes e vantagens econômicas. A avaliação de casos auxilia na interpretação de limites legais aplicáveis aos deputados.
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