- John Healey resignou-se do cargo de secretário de Defesa, anunciou em carta publicada nas redes sociais.
- O motivo, segundo ele, foi a recusa de Keir Starmer em aumentar rapidamente os gastos militares, que, na visão dele, prejudicaria a segurança do Reino Unido.
- Healey é veterano do Labour, com quase trinta anos no parlamento e passagem por diversos cargos de liderança ao longo dos anos.
- Durante a gestão, liderou ações como um plano de £ nine bilhões para reformar moradias das forças e impulsionou a Armed Forces Act, que fortaleceu proteções para militares.
- Após a saída, é provável que Healey encontre um cargo em outro governo, mantendo presença na esfera pública sem ambição de liderar o governo.
John Healey deixa o cargo de secretário de Defesa, em meio a tensões sobre o orçamento de defesa e a condução política dentro do governo. A saída foi anunciada por meio de uma carta publicada nas redes sociais, nesta quarta-feira, pouco antes das 12h10.
Healey, que ocupava o cargo desde a chegada de Keir Starmer à liderança do Partido Trabalhista, associou sua decisão à resistência do Tesouro em ampliar rapidamente os recursos para defesa, afirmando que a medida manteria o Reino Unido mais seguro.
O político britânico também ressaltou a necessidade de aumentar o investimento em defesa para pelo menos 3% do PIB até 2030, com meta de 3,5% até 2035, segundo a sua avaliação de prioridades. A defesa foi tema recorrente durante sua atuação.
Healey ficou conhecido pela abordagem pragmática e pela defesa de ações robustas para as Forças Armadas, incluindo melhorias em habitação militar. Em 2023, em parceria com outras autoridades, liderou um plano de 9 bilhões de libras para renovar a infraestrutura habitacional.
Entre as realizações, destacam-se a criação de leis para ampliar proteções a militares frente a incidentes como agressões sexuais, além de ampliar mecanismos de apoio a veteranos. A gestão dele manteve a visão de defesa bem conectada à política do governo.
Nascido em Yorkshire, Healey iniciou a carreira no parlamento há quase três décadas e ocupou cargos relevantes sob diferentes chefes de governo. Ele manteve o assento em Wentworth e, após alterações territoriais, passou a representar Rawmarsh e Conisbrough.
Em maio, Healey participou de um encontro com o primeiro-ministro para discutir o futuro do governo diante de resultados eleitorais ruins, sinalizando que poderia haver mudanças na linha de liderança. A saída dele intensifica esse debate.
Não está claro se Healey buscará outro papel em futuras gestões, mas aliados indicam que não há ambição direta de retornar ao governo atual. Analistas apostam na sua possível atuação em espaços da mídia ou em cargos estratégicos no setor público.
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