- Nigel Farage retomou a atividade política de forma relâmpago, associando-se a uma candidatura à eleição suplementar em Makerfield e apresentando uma proposta para proprietários de furgões brancos.
- O retorno ocorre em meio a controvérsia sobre um presente de £ cinco milhões recebido de um bilionário cripto em 2024, cuja doação não foi tornada pública.
- Farage tem evitado aparições em estúdios de TV, concedendo apenas entrevistas selecionadas a veículos como Telegraph, Sun, Sky News e Mail on Sunday.
- Reform UK não realiza coletiva de imprensa há quase cinquenta dias; o vice-líder, Richard Tice, disse que o líder não está fugindo da responsabilidade.
- O desempenho eleitoral recente mostra que o partido ganhou força em eleições locais, mas enfrenta competição de Restore Britain, liderada por Rupert Lowe, que advoga políticas mais à direita.
Nigel Farage voltou ao cenário político de forma abrupta nesta semana, depois de quase 50 dias sem aparições públicas relevantes. O retorno ocorreu em Makerfield, com a participação surpresa de Farage e do candidato do Reform UK à byelection, Robert Kenyon. O objetivo declarado foi anunciar uma política voltada a profissionais com furgões vermelhos, conhecidos como “white van tradesmen”.
A motivação central envolve a controvérsia sobre um donativo privado de 5 milhões de libras recebida pelo ex-líder do partido em 2024. A quantia foi revelada há sete semanas, gerando críticas sobre transparência e origem dos recursos. Desde então, Farage tem evitado grande parte das transmissões ao vivo e entrevistas em estúdio.
Farage concedeu entrevistas limitadas a veículos escolhidos. Disse à Telegraph que o dinheiro tinha finalidade de segurança, ao Sun afirmou tratar-se de um prêmio pela Brexit, e ao Sky News classificou o tema como “perda de tempo”. Em depoimento ao Mail on Sunday, ele alegou, sem evidência, que hackers russos teriam vazado a informação.
Contexto político e agenda de campanha
O retorno coincidiu com o acúmulo de questionamentos sobre a ausência do líder do Reform UK de aparições públicas e de perguntas diretas sobre o suposto recebimento do presente. O jornalismo foi restrito na evento de Makerfield: a Guardian não foi convidada e não pôde fazer perguntas, sendo proibida de falar com Farage na coletiva.
O debate interno no Reform UK mergulha na disputa por espaço frente a Restore Britain, liderada por Rupert Lowe, que ganha força com propostas de linha ultradireita. Enquanto isso, o partido celebra desempenho recente nas eleições locais, quando conquistou mais de 1.000 cadeiras, mas enfrenta desgaste de imagem por sua estratégia de alto perfil mediático.
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