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TSE mantém suspensão de pesquisa com áudio contra Flávio e adia decisão

TSE mantém suspensão da AtlasIntel e adiamento da decisão pode definir regras para uso de áudio em pesquisas eleitorais

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE
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  • O ministro Kassio Nunes Marques votou para manter a suspensão da pesquisa AtlasIntel, após o áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro; decisão final adiou com vista de Estela Aranha.
  • O TSE precisa definir regras sobre exibição de vídeo ou áudio em levantamentos eleitorais, como forma de evitar indução de respostas.
  • A defesa do PL argumentou que, por ser online, o eleitor poderia ouvir o áudio ao final do questionário e retornar para responder; houve crítica ao suposto vício formal.
  • A AtlasIntel realizou a pesquisa após a divulgação do áudio em 13 de maio, com 5.023 eleitores recrutados digitalmente entre 13 e 18 de maio, e apontou queda de Flávio em cenário hipotético de segundo turno.
  • O colegiado do TSE segue discutindo a validade da metodologia; a AtlasIntel disse ter apresentado o áudio apenas após o questionário principal para registrar reações, sem impactar respostas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém a suspensão da pesquisa AtlasIntel realizada após a divulgação de áudio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão, tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques, ainda não foi concluída, pois Estela Aranha pediu vista, adiando o veredito final.

O caso envolve a aplicação de regras metodológicas em pesquisas eleitorais, com foco em como exibir ou não conteúdos de áudio ou vídeo no formulário. A suspensão foi definida pelo relator com base em suspeitas de indução de resposta, segundo o entendimento de que o levantamento poderia ter gerado desvantagem para Flávio Bolsonaro.

A defesa do PL alegou que, por ser online, a pesquisa permitiria que o entrevistado retornasse ao questionário após ouvir o áudio, o que não ocorreria em levantamentos telefônicos. A advogada Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro apontou ainda a falta de registro da mídia exibida aos participantes como vício formal.

O PL destaca que não há registro claro do material apresentado aos entrevistados, o que dificulta a avaliação do impacto da mídia na resposta. O escritório de defesa do instituto replicou que outro estudo, envolvendo a participação do presidente Lula no Carnaval do Rio, também foi utilizado para medir impactos junto ao eleitorado, sustentações que o TSE deverá examinar.

A AtlasIntel realizou 5.023 entrevistas entre 13 e 18 de maio, recrutadas digitalmente de forma aleatória. A empresa afirmou que o áudio foi apresentado após a conclusão do questionário e não influenciou respostas, segundo nota enviada ao tribunal. O caso repercute na definição de diretrizes para a veiculação de conteúdos multimídia em pesquisas de opinião.

A decisão no âmbito do TSE depende de uma maioria de quatro votos entre os sete ministros do colegiado. Enquanto não houver consenso, a decisão permanece suspensa, mantendo a posição de que o método utilizado pode ter criado ambiente desfavorável a Flávio Bolsonaro.

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