- Seis países, liderados pelo Reino Unido, anunciaram novas sanções contra seis organizações e um indivíduo ligados à expansão de assentamentos ilegais em Cisjordânia e à violência contra palestinos.
- As medidas preveem congelamento de ativos, proibição de viagem e desqualificação de dirigentes de empresas com vínculos com o Reino Unido ou com os países signatários.
- O objetivo é interromper o fluxo financeiro que sustenta grupos extremistas e reforçar o compromisso com a solução de dois estados, Israel e Palestina.
- Além das sanções, o Ministério de Exteriores britânico publicará uma guia para empresários britânicos evitar atividades econômicas ligadas aos assentamentos.
- O pacote inclui ainda ajuda humanitária: 1,2 milhão de euros para limpeza de minas em Gaza e 12 milhões de euros para sustentar serviços públicos na Autoridade Palestina; trata-se do quarto conjunto de sanções do governo de Keir Starmer, que reconheceu o Estado da Palestina no ano anterior.
Seis países, liderados pelo Reino Unido e pela França, anunciaram um novo pacote de sanções contra entidades e indivíduos ligados à expansão de assentamentos israels em Cisjordânia e à violência de colonos contra palestinos. O objetivo é interromper fluxos financeiros que facilitem ações consideradas ilegais e reforçar o apoio à solução de dois estados.
Entre os alvos estão seis organizações e uma pessoa física, identificadas como responsáveis por financiar, promover ou executar operações associadas aos asentamientos. As medidas previstas incluem congelamento de ativos, proibição de viagem e desqualificação como diretores de empresas registradas no Reino Unido ou ligadas aos países signatários.
As sanções foram anunciadas por Australia, Canadá, Nova Zelândia, Noruega, França e Reino Unido. O intuito declarado é frear o que os governos classificam como atuação impune de grupos extremistas na região e reafirmar o compromisso com a solução de dois estados, visando fim do conflito.
Paralelamente, pela primeira vez, o Ministério das Relações Exteriores britânico divulgará uma orientação prática para empresários britânicos evitar atividades econômicas ou financeiras vinculadas aos assentamentos ilegais. A medida visa reduzir o envolvimento do setor privado com a questão.
Medidas e investigações
As entidades visadas são União Agrícola, Ahavat Gilad, Ari Yshag, Artzenu, Shivat Zion Lerigvey Admata e a construtora Eyal Hari Yehuda. A empresa, cujo proprietário é Itamar Yehuda Levi, também consta entre os alvos, por participações em ações associadas a demolições de habitações palestinas.
O anúncio ocorre no quarto pacote de sanções acionado pelo governo trabalhista de Keir Starmer. O Reino Unido reconheceu o Estado da Palestina em setembro do ano passado, alinhando-se a outros signatários da iniciativa.
Além das sanções, a ministra britânica de Exteriores informou ajuda financeira: 1,2 milhão de euros para limpeza de minas em Gaza e 12 milhões para sustentar serviços públicos críticos na Autoridade Palestinа. Tais recursos buscam enfrentar a crise fiscal na região.
A representante britânica reiterou também a exigência de passagem humanitária aberta pelo governo de Israel e a retirada de restrições que dificultem a distribuição de ajuda. O objetivo é preservar a viabilidade de serviços essenciais à população local.
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