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Governo se reúne com Alcolumbre para tentar barrar pautas-bomba

Governo se reúne com Davi Alcolumbre para frear pautas-bomba que, juntas, podem custar até 270 bilhões ao erário, incluindo dívidas dos produtores rurais e reajustes salariais

Os presidentes da República e do Senado, Lula e Davi Alcolumbre. Foto: SergioLima/AFP
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  • Governo se reúne com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar frear pautas consideradas “pautas-bomba” com estimativa de 270 bilhões de reais de impacto no erário.
  • A reunião ocorreu na residência oficial do Senado, em meio ao distanciamento entre o governo e o presidente da Casa.
  • Entre as propostas em foco estão a renegociação das dívidas dos produtores rurais (impacto de até 120 bilhões de reais nos próximos 10 anos) e a PEC que concede aposentadoria integral com paridade para agentes de saúde, além de novo piso para médicos e cirurgiões-dentistas (impacto de 47 bilhões).
  • A equipe econômica busca postergar a discussão da PEC que aumenta a fatia do Fundo de Participação dos Municípios, com rombo estimado de até 10 bilhões de reais em 2026.
  • José Guimarães participou das tratativas; Lula reconheceu falhas de comunicação com o Congresso, e Alcolumbre afirmou que não pode pautar apenas propostas de pisos salariais em ano eleitoral, com 31 projetos prontos para votação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta terça-feira, 9, na residência oficial do Senado, em Brasília. A finalidade foi avaliar projetos sensíveis à política econômica e evitar impactos graves nas contas públicas.

A audiência ocorre em meio ao distanciamento entre o governo de Lula e o presidente do Senado. A pauta envolve propostas consideradas emergenciais para evitar aumento do gasto público. A estimativa de impacto total gira em torno de 270 bilhões de reais nos próximos anos.

Entre as pautas de maior preocupação está a renegociação de dívidas dos produtores rurais, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos, com impacto estimado de 120 bilhões em dez anos. Também preocupa a PEC que amplia aposentadoria integral para agentes de saúde.

Outros itens citados pela Fazenda incluem piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas, com custo fiscal de 47 bilhões, e a PEC que aumenta a fatia do orçamento para o Fundo de Participação dos Municípios, cujo rombo projetado chega a 10 bilhões em 2026.

Além de Durigan, o ministro José Guimarães participou das tratativas, representando a articulação política do governo. O objetivo é pavimentar entendimento com o Congresso diante do embate com pautas consideradas “bombas”.

Pelo lado do Planalto, Lula cobrou maior habilidade de diálogo com o Legislativo. Em cerimônia recente, o presidente disse que a falha pode não estar apenas no Congresso, mas na própria gestão em convencer os congressistas.

Apesar das conversas, ainda não há sinal claro de acordo entre Executivo e Senado. Alcolumbre afirmou que não pode haver seletividade nos temas, e que 31 projetos estão prontos para votação, desde que o governo sustente os custos.

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