- A União Europeia apresentou o pacote de sanções número 21 contra Moscou, incluindo medidas contra o ecossistema cripto que facilita a evasão de sanções e a movimentação de dinheiro russo.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que serão atacadas criptomoedas, empresas que as operam e plataformas que apoiam o comércio cripto para fechar vias de evasão, destacando a dependência russa de criptomoedas para transações internacionais.
- O pacote amplia o alcance ao incluir 90 bancos e entidades financeiras associadas à Rússia, além de ações contra a chamada “flota na sombra” de barcos petroleiros que ajudam a driblar sanções.
- Também serão impostas novas restrições de visto a cidadãos russos que já tenham integrado forças armadas, conforme anunciadas pela líder europeia.
- As medidas incluem controles mais duros sobre exportações de tecnologia estratégica para a indústria militar russa e sanções a intermediários estrangeiros que contribuam para violar restrições, com foco em plataformas de câmbio, stablecoins e outras infraestruturas cripto usadas para movimentar recursos.
A União Europeia ampliará sanções contra Moscou, indo além de bancos e oligárquicos próximos ao Kremlin. O alvo agora é o ecossistema cripto, considerado uma via de evadir restrições e financiar a guerra na Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o pacote 21.
Segundo Bruselа, as criptomoedas já são usadas para transações internacionais que escapam de controles. A meta é cortar essa via de financiamento, ampliando medidas contra plataformas, empresas e intermediários que operam com ativos digitais. A ofensiva chega em meio a intensificação do conflito.
Von der Leyen também anunciou novas restrições de visto para russos, especialmente para aqueles que já integraram as forças armadas do país. As mudanças visam restringir a entrada de indivíduos ligados ao aparato militar de Moscou.
Novas restrições e foco financeiro
O pacote 21 reforça controles sobre 90 bancos e entidades financeiras associadas a Moscou. Também mira a chamada frota de navios que movimenta o petróleo para driblar sanções, ampliando sanções contra essa rede de transporte.
A UE ampliará exportações de tecnologia e componentes estratégicos para uso militar russo, incluindo itens para drones, mísseis e eletrônicos. Além disso, haverá sanções a empresas e intermediários estrangeiros que ajudem a contornar barreiras comerciais.
Plataformas e infraestruturas cripto
As sanções passam a mirar exchanges, stablecoins e intermediários offshore que movem fundos fora do sistema tradicional. Moscou depende cada vez mais de criptomoedas para transações internacionais, segundo fontes europeias.
Empresas sancionadas podem recorrer a ativos digitais vinculados ao dólar para pagar importações, usando plataformas em terceiros países. Esses ativos seriam transferidos entre carteiras digitais e intermediários até voltar ao dinheiro tradicional, fora do alcance de autoridades ocidentais.
Implicações para o ecossistema cripto
A UE vê hoje uma infraestrutura de evasão que abrange não apenas entidades russas, mas plataformas registradas fora do país que facilitem operações com entidades sancionadas. Exchanges na Ásia Central, Oriente Médio e Cáucaso podem estar envolvidas, mesmo sem operar em território russo.
Especialistas apontam que a regulação mais rígida pode pressionar grandes plataformas globais a endurecer controles. Em resposta, parte do mercado pode migrar para redes descentralizadas ou operações menos rastreáveis, elevando o desafio de fiscalização.
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