- A líder conservadora Kemi Badenoch disse que o Macpherson report levou o país por um caminho errado e que não importa quantos jovens negros sejam revistados pela polícia.
- Ela anunciou planos de acabar com a obrigação imposta aos órgãos públicos de promover a igualdade (PSED) para evitar o desafio da Reform UK.
- Badenoch citou crimes como os assassinatos de três meninas em Southport, os ataques de Nottingham e o ataque à Manchester Arena como exemplos de o que ela vê como excesso das leis de igualdade.
- Defendeu aumentar o stop and search, afirmando que mais garotos negros revistados significaria mais vidas negras salvas, e alegou que a polícia não deve se deixar paralisar pelo medo de ser chamada de racista.
- Críticos ao plano incluíram a secretária de Ciência, Liz Kendall, que disse que isso representaria retrocesso, além de organizações de defesa, como a Sense, que teme impactos para pessoas com deficiência.
Kemi Badenoch apresentou críticas contundentes ao relatório Macpherson e defendeu ampliar o uso de abordagens de parada e busca pela polícia, argumentando que mais jovens negros seriam verificados para salvar vidas. A líder conservadora também anunciou planos para abolir a obrigação de considerar a promoção da igualdade por parte de órgãos públicos.
Em discurso no Instituto de Governo, Badenoch disse que crimes graves, como os assassinatos de meninas em Southport, os ataques em Nottingham e o ataque na Manchester Arena, poderiam ter sido evitados se autoridades não temessem ser chamadas de racistas. Ela citou ainda o caso de Henry Nowak.
Badenoch associou o relatório Macpherson a uma mudança de rumos na atuação policial, afirmando que ele criou uma premissa perigosa: que um incidente racista é definido pela percepção da vítima. Segundo ela, essa lógica levou a restrições que atrapalharam a atuação policial.
A líder conservadora afirmou que o Macpherson, orientado pela resposta a Lawrence, acabou consolidando o que classifica como tutela pública da igualdade (PSED). Ela afirma que o dispositivo impõe uma visão de minorias como vítimas, limitando intervenções.
Ela também anunciou planos de triplicar a incidência de paradas e buscas, criticando guias que, segundo ela, orientam tratar pessoas de forma diferenciada com base em características protegidas. Badenoch afirmou que maior número de buscas pode salvar vidas.
A deputada citou dados de um relatório anterior ao dizer que pessoas negras são mais propensas a serem paradas pela polícia do que pessoas brancas em determinadas áreas de Londres. Ela sustentou a necessidade de agir para reduzir crimes de violência.
Em resposta, a secretária de ciência, Liz Kendall, afirmou que a proposta de abolir a PSED retrocederia avanços em proteção contra discriminação. Ela disse que a medida afetaria mulheres grávidas, mães em licença, pessoas com deficiência e questões de idade.
A crítica também alcançou o setor de caridade, com a instituição Sense chamando a PSED de salvaguarda sensata que assegura a consideração de impactos para pessoas com deficiência. A entidade pediu aos políticos que fortaleçam a legislação.
Badenoch criticou redes de funcionários em órgãos públicos, afirmando que algumas redes funcionam como cliques que prejudicam outros colegas. Ela disse que, na prática, tais grupos podem favorecer interesses próprios.
O tema de atuação policial e políticas de igualdade provocou reações de diferentes setores, com debates sobre impactos práticos das políticas de inclusão e de combate à discriminação. As posições de Badenoch são vistas como parte de uma estratégia eleitoral para a candidatura conservadora.
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