- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na residência oficial do Senado para tratar de pautas sensíveis ao governo.
- O custo fiscal das propostas em debate ultrapassa R$ 270 bilhões, segundo a equipe econômica.
- Uma das propostas em pauta é a renegociação das dívidas dos produtores rurais, com impacto estimado de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos.
- Também está em discussão a PEC que concede aposentadoria integral e paridade a agentes de saúde, estimada em R$ 99 bilhões.
- Outros itens incluem o novo piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas (R$ 47 bilhões) e o adiamento da discussão da PEC que aumenta a fatia do FPM (R$ 10 bilhões neste ano).
Davi Alcolumbre recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (9), para discutir propostas consideradas sensíveis ao governo. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado, em Brasília, em meio a tensões entre o Palácio do Planalto e a Casa. O objetivo foi avaliar o impacto fiscal de projetos em pauta.
Segundo a equipe econômica, o custo fiscal total das medidas em análise supera 270 bilhões de reais. A reunião visou entender caminhos para a viabilidade dessas propostas antes de votações decisivas no Senado.
Durigan mantém uma relação próxima com Alcolumbre, conforme interlocutores, o que facilita o diálogo em temas complexos. Mesmo assim, o encontro ocorre em contexto de atrito político entre o Senado e o governo federal.
Propostas com maior impacto
Entre as matérias Em discussão, destaca-se a renegociação das dívidas dos produtores rurais. O projeto já passou pela CAE e pode impactar o caixa público em cerca de 120 bilhões de reais nos próximos dez anos.
Outra pauta relevante é a PEC que concede aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde, já aprovada pela Câmara. A PEC tramita na CCJ e pode envolver cerca de 99 bilhões de reais.
O projeto que estabelece novo piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas também preocupa o governo, com estimativa de impacto de 47 bilhões de reais. Tramita em regime terminativo na CAS.
O governo também negocia adiar a discussão da PEC que aumenta a fatia de recursos da União ao FPM. O impacto estimado para este ano é de 10 bilhões de reais.
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