- A premiê de Victoria, Jacinta Allan, criticou um outdoor móvel com imagens geradas por IA de sua pessoa usando um chapéu pontudo preto e a frase “ditch the witch”, que circula há semanas em Melbourne.
- Pauline Hanson disse, em entrevista, que Allan já foi chamada de bruxa antes e reforçou críticas apontando crime, dívida e acusações de corrupção na construção em Victoria, dizendo “se o sapato servir, que use”.
- Allan respondeu que Hanson “escolhe torcer para os agressores” e que ela vai continuar a enfrentar mensagens misóginas e hateful, destacando que a peça publicitária usa linguagem que remete ao sexismo histórico.
- Julia Gillard, Anthony Albanese e a líder da oposição de Victoria, Jess Wilson, também condenaram o outdoor.
- A pesquisa Freshwater Strategy aponta queda do Labor para 23% de intenção de voto, One Nation com 25% e a coalizão com 27%; a popularidade de Allan está em -37 e a de Wilson, +15, com 62% defendendo a troca de liderança antes da eleição.
Jacinta Allan respondeu às especulações sobre a liderança e afirmou que continuará enfrentando comentários misóginos, mesmo após o pedido de Pauline Hanson para “aceitar”. A primeira-ministra da Victoria reagiu a um outdoor montado em caminhão que circula por Melbourne há semanas, com imagens geradas por IA de Allan usando um chapéu pontudo negro e a frase “ditch the witch”.
Hanson disse à Sky News na segunda-feira que já havia sido chamada de bruxa há muito tempo. Na terça-feira, a ex-ministra federal Julia Gillard, o ex-primeiro-ministro Anthony Albanese e o líder da oposição de Victoria, Jess Wilson, também condenaram o outdoor. Allan chamou a conduta de Hanson de apoio aos agressores.
Em Melbourne, Allan afirmou em coletiva que Hanson “escolhe apoiar os valentões” e que ela prefere enfrentá-los. A premiê ressaltou que as peças do outdoor utilizam linguagem e imagens que remetem ao sexismo histórico contra as mulheres, e agradeceu a repercussão de Gillard e de outras pessoas.
Durante a mesma coletiva, Allan comentou sobre rumores de um possível derramamento de liderança dentro do Labor, descritos como especulação de fontes anônimas. Ela disse estar determinada a seguir no cargo, destacando que a política mudou, não dependente de pesquisas.
Dados de uma pesquisa do Freshwater Strategy para o Herald Sun, divulgada na terça, apontaram queda na votação primária do Labor para 23%, frente 27% da coalizão e 25% do One Nation. Allan reconheceu a perda de apoio ao governo, citando a necessidade de ações para enfrentar custos de vida.
A sondagem mostrou também a queda de popularidade de Allan, com julgamento negativo de 37 pontos. Já a dirigente Jess Wilson apresentava saldo positivo de 15 pontos. Sessenta e dois por cento dos entrevistados disseram que o Labor deveria ser substituído na liderança antes das eleições.
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