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EUA acusam Baidu, Alibaba, BYD e outras de colaborar com o Exército chinês

Departamento de Guerra dos EUA atualiza lista com 188 empresas ligadas a militares chineses, incluindo Baidu, Alibaba e BYD; contratações diretas proibidas a partir de junho

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: Reuters/Maxim Shemetov
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  • O Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou a lista de empresas que, segundo o governo, colaboram com militares chineses, chegando a cento e oitenta e oito empresas.
  • Entre as incluídas estão Baidu, Alibaba, BYD, Unitree, Robosense Technology, CXMT e YMTC.
  • WuXi AppTec e Baicells também foram adicionadas à relação.
  • Por lei recente, a partir do final de junho o Departamento não poderá contratar diretamente com essas empresas; a partir de 2027, não poderá comprar seus produtos ou serviços por meio de terceiros.
  • A China reagiu, dizendo que as listas discriminam empresas chinesas e podem causar danos reputacionais, mesmo sem sanções diretas.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou nesta segunda-feira, 8, a lista de empresas que, segundo o governo americano, colaboram com militares chineses. A relação passa a incluir 188 nomes, com foco ampliado no setor de tecnologia.

Entre as incluídas estão Baidu, Alibaba, BYD, Unitree e Robosense Technology, além da fabricante de chips CXMT e da YMTC. WuXi AppTec e Baicells também aparecem na lista atualizada.

A designação aponta que as empresas operam nos EUA e se qualificam como parceiras de entidades militares chinesas, o que envolve restrições crescentes para contratos com o governo americano. Empresas podem pedir remoção da lista, segundo o documento.

De acordo com a nota oficial, por conta de uma lei recente, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente com empresas presentes no documento a partir do final de junho. Em 2027, o órgão também não poderá adquirir bens ou serviços por meio de terceiros.

A medida não impõe sanções formais, mas pode gerar impactos práticos, como barreiras a fornecedores do governo dos EUA e danos econômicos àquelas listadas. O governo chinês criticou a lista, afirmando que ela discrimina empresas chinesas e viola leis locais, segundo a Reuters.

A embaixada da China em Washington afirmou que os EUA devem abandonar práticas discriminatórias e criar um ambiente justo para as empresas chinesas, conforme nota divulgada. O anúncio ocorre pouco mais de três semanas após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, em que foram discutidos temas sensíveis como Taiwan.

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