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Ética analisa 12 representações contra Erika Hilton, Lindbergh e Gaspar

Conselho de Ética analisa 12 representações contra deputados, entre elas Erika Hilton, Lindbergh Farias e Alfredo Gaspar, para eventual abertura de processos

Os deputados e deputadas Erika Hilton, Alfredo Gaspar, Célia Xakriabá, Lindbergh Farias, André Janones e Paulo Bilynskyj. Fotos: Vinicius Loures, Kayo Magalhães e Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • O Conselho de Ética da Câmara se reúne na terça-feira, 9, para analisar 12 representações por suposta quebra de decoro parlamentar, com possibilidade de instauração de processos disciplinares e pareceres preliminares.
  • Entre os alvos estão Erika Hilton (PSOL-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alfredo Gaspar (PL-AL).
  • Erika Hilton é alvo de duas representações: uma de ofensa a mulheres cisgênero e outra de uso do mandato para constranger adversários, segundo Missão e Novo.
  • Lindbergh Farias é acusado pelo PL de promover ações contra Eduardo Bolsonaro e apresentar notícia-crime contra Michelle Bolsonaro, sob a justificativa de perseguição política.
  • Além deles, aguardam análise representações de Rogério Correia, Paulo Bilynskyj, grupo do PSOL, André Janones e Marcos Pollon; a Mesa Diretora também encaminhou uma ação contra Pollon.

O Conselho de Ética da Câmara se reúne nesta terça-feira para analisar 12 representações contra deputados por suposta quebra de decoro. Entre os alvos estão parlamentares da base governista e da oposição. A pauta inclui pedidos de instauração de processos e pareceres preliminares.

Entre os casos de maior repercussão estão Erika Hilton (PSOL-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alfredo Gaspar (PL-AL). As representações questionam condutas durante seus mandatos e atividades na Câmara.

A sessão visa definir se abre ou não processo contra os deputados e quais etapas devem seguir. Movimentos partidários e entidades da sociedade civil costumam acompanhar o desenrolar com interesse estratégico para o cenário político.

Casos em pauta

Erika Hilton

O PSOL apresenta duas representações contra a deputada. Uma acusa ofensa a mulheres cisgênero após a posse à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Termos como imbecis teriam sido usados, segundo os autores.

A segunda ação, do Novo, sustenta uso de mandato para constranger adversários por meio de acusações de transfobia, apontando quebra de decoro.

Lindbergh Farias

O PL protocolou representação contra o deputado. A legenda afirma que Lindbergh atuou para promover ações contra Eduardo Bolsonaro perante a PGR e o STF, e que teria apresentado notícia-crime contra Michelle Bolsonaro.

Segundo o PL, as iniciativas configurariam perseguição política e abuso de prerrogativas parlamentares.

Alfredo Gaspar

O PT aponta que Gaspar dirigiu ofensas a Lindbergh durante a CPMI do INSS, repetindo ataques em entrevistas após o ocorrido. A representação cita termos como corrupto, ladrão, criminoso, bandido e cafetão atribuídos ao parlamentar.

Rogério Correia

O PL apresenta duas representações contra Rogério Correia. Uma envolve publicações sobre acusações contra Flávio Bolsonaro na CPMI do INSS, com alegação de informações falsas.

A segunda trata de manifestações ligadas a aliados bolsonaristas durante os desdobramentos da CPMI.

Paulo Bilynskyj

O PSOL contesta declarações do deputado durante embates com o campo da esquerda. Alega que Bilynskyj extrapolou limites com termos ofensivos, pedindo abertura de processo disciplinar.

Grupo do PSOL

O Novo apresentou representação conjunta contra Erika Hilton, Célia Xakriabá, Henrique Vieira e outros. Alega uso de prerrogativas para defender Hilton e constranger críticos, além de transformar divergências em ataques.

André Janones

O deputado Avante-MG responde a representação do PL por declarações dirigidas a Michelle Bolsonaro. Janones teria utilizado linguagem ofensiva e desrespeitosa nas redes, segundo o partido.

Marcos Pollon

A Mesa Diretora da Câmara encaminha representação contra o deputado do PL-MS. O documento aponta conduta incompatível com o decoro e cita possível suspensão de mandato por até 90 dias.

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