- Mensagens de Darren Jones para Peter Mandelson contaram que ele ofereceu condolências após a demissão do ex‑embaixador dos EUA, cuja saída não foi incluída no conjunto divulgado.
- Jones pedia conselhos sobre uma possível reforma ministerial e fez comentários sobre o então secretário de negócios Jonathan Reynolds e sobre a influência dos sindicatos.
- O chefe de gabinete do primeiro-ministro afirmou que houve mensagens que não foram divulgadas porque foram apagadas ou porque houve troca de aparelhos.
- Mandelson foi demitido em setembro passado após revelações sobre a proximidade com Jeffrey Epstein; a divulgação dos arquivos partiu de uma CPI que exigiu a liberação de comunicações do governo.
- O governo publicou mais de 1,5 mil páginas, mas há documentos ausentes por investigações policiais; Jones disse que algumas mensagens podem não ter backup devido à mudança de dispositivos.
Darren Jones, chefe de gabinete do primeiro-ministro, enviou mensagens de condolência a Peter Mandelson após sua demissão como embaixador dos EUA. As mensagens não foram divulgadas na divulgação do humilde address, gerando questionamentos sobre o conteúdo compartilhado. A relação entre Jones, Mandelson e outros membros do governo é tema de apuração.
O político envolvido também tratou de temas internos do governo. Jones, então secretário-chefe do Tesouro sob Rachel Reeves, opinou sobre a condução das políticas de crescimento e fez críticas a Jonathan Reynolds e à influência de sindicatos. A troca ocorreu em meio a discussões sobre a gestão de Port Talbot.
Desvios e documentos
A divulgação dos arquivos foi acionada por uma moção parlamentar que exigia a liberação ampla de comunicações oficiais relacionadas a Mandelson. A íntegra mostra que Jones pediu conselhos sobre uma eventual remodelação ministerial e expressou intenções de assumir pastas como secretários de Comércio, Tecnologia ou Energia.
Os textos também indicam que Jones afirmou ter perdido fé em assessores de Reynolds, citando divergências com a posição de HMT em relação aos sindicatos. O governo informou que algumas mensagens não estavam disponíveis por mudanças de dispositivos ou por mensagens que se autodestroem.
Mais de 1.500 páginas foram publicadas pelo governo, descritas como transparência sem precedentes. MPs questionam a ausência de documentos adicionais, alguns em razão de investigação policial sobre Mandelson por suposta impropriedade em função pública.
Jones reconheceu que certos conteúdos podem não ter sido recuperáveis, incluindo mensagens trocadas com Mandelson no dia da remodelação. Ele afirmou que apenas Mandelson poderia divulgar tais mensagens, caso tivesse as informações, devido à recusa de Mandelson em entregar seu aparelho.
Morgan McSweeney, ex-chefade de gabinete de Starmer, informou em comitê de assuntos estrangeiros ter trocado mensagens com Mandelson no dia da remodelação. Essas conversas não foram divulgadas até o momento. Uma nota relacionada à relação de Mandelson com Epstein também não foi publicada.
O político pediu desculpas a MPs e às vítimas de Epstein, admitindo ter se beneficiado da relação com Mandelson em certa medida. Jones afirmou que pretende discutir o assunto com as vítimas, se for apropriado, e prometeu revisar seu comportamento a partir de agora.
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