- A Câmara aprovou a emenda constitucional que acaba com a jornada 6×1 e enviou o texto ao Senado.
- Sessenta e dois deputados do PL aderiram à transição de dez anos para implantar a escala 5×2.
- Sóstenes Cavalcante anunciou adesão à escala 4×3.
- Na votação, a maioria apoiou a escala 5×2.
- No Senado, Rogério Marinho defende o fim do limite da jornada, e dados do Datafolha indicam que 71% dos trabalhadores não veem risco de desemprego com a medida.
A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda constitucional que encerra a jornada 6×1. A votação, ocorrida em 27 de maio de 2026, envolve o PL, PSL e aliados, com apoio à redução da jornada sem mudança salarial. O objetivo é transformar a prática de trabalho em uma escala 5×2, sem reajuste imediato.
O texto recebeu apoio de 62 deputados do PL, que defenderam uma transição longa de dez anos para a mudança. Houve resistência inicial para adiar o tema até depois das eleições, mas a pauta avançou. Sóstenes Cavalcante, líder da bancada, enfatizou a adesão a uma proposta 4×3 promovida pela deputada Erika Hilton.
Nikolas Ferreira, figura de destaque entre aliados, publicou um vídeo explicando a posição do grupo: a avaliação é de que a medida é populista, mas a bancada pretende demonstrar responsabilidade em eventual falha. No momento do voto, Ferreira e Cavalcante integraram a maioria que apoiou a escala 5×2.
Aprovação na Câmara
Após a decisão, a emenda seguiu para o Senado, onde o tema deverá ganhar novas contorções políticas. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, defende a retirada de limites para a jornada laboral, com remuneração correspondente às horas efetivamente trabalhadas.
O filho de Bolsonaro, apoiador da linha de Marinho, pode enfrentar obstáculos adicionais caso a aversão à escala 6×1 vire tema de batalha no plenário. A base governista ainda não definiu o curso no Senado, que pode alterar a proposta.
Situação no Senado
A atuação do Senado irá definir o tamanho da mudança e os prazos. A expectativa é de que o tema renda debates acalorados entre governo, oposição e simpatizantes da pauta de flexibilização da jornada. Não houve confirmação de votações imediatas.
Pesquisas e repercussões
Dados do Datafolha indicam que 71% dos trabalhadores brasileiros não veem risco de desemprego com a redução da jornada. A pesquisa reforça a percepção de que a equipe pública enfrenta ceticismo sobre efeitos na empregabilidade.
A emenda aprovada pela Câmara segue sob escrutínio do Senado, com atenção aos impactos políticos e econômicos. O desfecho depende de futuras negociações e votações, sem previsões definitivas. As fontes oficiais destacam que o tema continua em discussão.
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