- O ex-primeiro-ministro da Escócia, Humza Yousaf, pediu que Peter Murrell receba uma pena “forte” após ele admitir desvio de libras esterlinas, em torno de £ quatrecentos mil, do Partido Nacional Escocês.
- Murrell, que comandou a SNP por vinte e dois anos, foi preso em abril de 2023 na casa que dividia com a então líder Nicola Sturgeon; Sturgeon e o tesoureiro Colin Beattie também foram investigados, mas mais tarde não foram condenados.
- O escândalo lançou uma sombra sobre o mandato de Yousaf, que havia assumido o cargo oito dias antes da prisão de Murrell.
- Além do caso principal, Yousaf citou gastos de Murrell, como um motorhome apreendido no valor de £ cento e vinte e quatro mil, e itens de luxo como moedores de sal e pimenta de £ dois mil e seiscentos e dezoito libras.
- Murrell se declarou culpado de desvio de £ quatrocentos mil e trezentas libras, e há nova audiência marcada para 2 de junho, com a sentença prevista para 23 de junho; o atual primeiro ministro, John Swinney, mantém postura cautelosa até o desfecho judicial.
Humza Yousaf, ex-primeiro-ministro da Escócia, pediu uma pena “consideravelmente pesada” para Peter Murrell, após este confessar desvio de recursos públicos. Murrell admitiu ter financiado cerca de £400 mil ao Partido Nacional Escocês (SNP).
O caso ganhou repercussão em abril de 2023, quando Murrell foi preso na casa que compartilhava com Nicola Sturgeon, então aliada de Yousaf. A prisão marcou o início de uma crise que atingiu o curto mandato do atual ex-chefe de governo.
Na época, Murrell ocupava o cargo de diretor executivo do SNP há 22 anos e era casado com Sturgeon, figura influente na política britânica. A operação policial também levou à detenção da ex-presidente da SNP, bem como do tesoureiro do partido, que foram posteriormente liberados.
Yousaf afirmou, em entrevista ao podcast Stooshie, que ficou extremamente irritado com Murrell e que o caso mancha seu tempo no poder. O ex-primeiro-ministro também mencionou descobertas surpreendentes, como o confisco de um motorhome avaliado em £124 mil pela polícia, algo que descreveu como chocante.
Mudança de tom entre líderes
Enquanto Yousaf descreveu o prejuízo político deixado pelo escândalo, o atual chefe do governo, John Swinney, adota posição mais contida. Swinney não comentou o desfecho do caso até o momento, mantendo-se neutro até o fim do processo.
Procedimentos judiciais
Murrell reconheceu ter cometido o desvio de £400.310 durante uma sessão de tribunal na segunda-feira. A próxima audiência está agendada para 2 de junho, quando a promotoria deverá detalhar as acusações. A sentença está prevista para 23 de junho.
Local e contexto
A investigação teve início em Edimburgo, com operações que envolveram buscas e a revelação de gastos não autorizados no âmbito do SNP. O escândalo lançou luz sobre a gestão financeira do partido e provocou avaliação sobre práticas de governança.
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