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Cuba busca apoio internacional na ONU diante da pressão dos EUA

Chanceler cubano pede ajuda da comunidade internacional na ONU para evitar catástrofe humanitária agravada pelo embargo dos EUA

Um homem amarra uma bandeira cubana no telhado da Universidade de Havana após os resultados da votação do projeto de resolução para acabar com o embargo dos EUA (Foto: YAMIL LAGE / AFP)
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  • O chanceler cubano Bruno Rodríguez pediu à comunidade internacional, no Conselho de Segurança da ONU, ajuda urgente para evitar uma catástrofe humanitária em Cuba, agravada pelo bloqueio de combustível.
  • Rodríguez afirmou que chegou o momento da solidariedade para com Cuba e negou que o país represente ameaça à segurança dos Estados Unidos.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou assumir o controle de Cuba, dizendo que a ilha poderia ser alvo militar após a ofensiva contra a Venezuela.
  • Cuba enfrenta longos apagões e carência de alimentos e remédios, intensificados pelo embargo de 1962 e pela suspensão do petróleo venezuelano.
  • Na semana passada, os EUA denunciaram Raúl Castro, ex-ministro da Defesa, pela morte de quatro americanos em 1996; Washington afirma que Cuba busca mudar o sistema, o que o chanceler cubano classificou como motivação política.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, pediu nesta terça-feira à comunidade internacional ajuda urgente para evitar um desastre na ilha, que enfrenta um bloqueio energético dos Estados Unidos. O apelo foi feito durante reunião no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York.

Rodríguez afirmou que é preciso mobilizar ajuda para evitar uma catástrofe humanitária agravada por bloqueio de combustível e por ações que possam escalar o conflito. O ministro cubano pediu solidariedade para Cuba e disse que o país não representa ameaça à segurança dos EUA.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, tem adotado medidas agressivas contra Cuba, incluindo sanções e cortes de petróleo. Críticos apontam que o embargo, em vigor desde 1962, contribui para a escassez de alimentos e remédios no país.

Na semana passada, Washington também responsabilizou Raul Castro pela morte de quatro americanos na derrubada de aviões de um grupo anti Cuba em 1996, indicando uma investigação judicial. A acusação foi recebida como político-eleitoral por Havana.

O chanceler cubano reiterou que Cuba não representa ameaça e pediu que o Conselho de Segurança mantenha o foco em soluções pacíficas. Em resposta, autoridades cubanas afirmaram que o país busca viver em paz e retomar caminhos de convivência regional.

Contexto econômico e diplomático

A pressão externa ocorre em meio a tensões sobre a política cubana e a postura de Washington em relação à Venezuela, com impactos sobre o fornecimento de combustível. Diversos membros da ONU acompanham o debate para evitar agravamentos humanitários na ilha.

Próximos passos

Não foram anunciadas decisões formais ao final da sessão. Cuba mantém a leitura de que o conteúdo do debate precisa se traduzir em medidas que assegurem assistência humanitária e fim de pressões que agravem a crise econômica.

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