- Mediadores paquistaneses seguem buscando um cessar-fogo permanente entre EUA e Irã, com o controle do estreito de Hormuz como ponto-chave e a demanda de Teerã para exportar seu estoque de urânio altamente enriquecido.
- Paquistão propõe controle conjunto do estreito sob auspícios da Organização das Nações Unidas; Irã quer que a Persiana Gulf Strait Authority gerencie o tráfego, com cooperação de Omã, enquanto cinco países do Golfo criticam a ideia.
- Irã afirma que deve haver foco no fim do conflito em todas as frentes, com levantamento gradual de sanções, desbloqueio de ativos e compensação por danos, mantendo a disputa sobre o controle do estreito.
- Sinais de tensão entre Israel e Irã persistem, enquanto o presidente dos Estados Unidos mantém a opção de novo ataque; reivindicações sobre o estoque de urânio têm gerado especulações na mídia.
- Em carta ao órgão internacional de navegação, Bahrains, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos alertam que a proposta de rota iraniana representaria um controle de tráfego para obter lucros com tarifas, excluindo Omã, que recebe cautela.
O acordo para um cessar-fogo permanente entre EUA e Irã permanece o foco das negociações, com mediadores paquistaneses apontando que avanços são possíveis, embora divergências permaneçam. A discussão envolve o controle do estreito de Hormuz e a exigência de Washington de que Teerã exporte seu estoque de urânio fortemente enriquecido.
Khan Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pela segunda vez em dois dias, na tentativa de destravar as tratativas. A possível visita de Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, a Teerã foi adiada, com sinais de que Pequim pode atuar como mediador adicional.
As negociações também giram em torno da gestão futura do Estreito de Hormuz, tema ainda em disputa. Teerã propõe que sua recém criada Persian Gulf Strait Authority gerencie o trânsito, com rotas escolhidas e tarifas, e busca cooperação de Omã. Países do Golfo enviaram carta à International Maritime Authority sobre o tema.
Enquanto isso, o Irã quer suspender as negociações sobre seu programa nuclear, buscando uma mensagem de fim de hostilidades com etapas para aliviar sanções e desbloquear ativos congelados. A gestão do estreito é apresentada como condição crítica para qualquer acordo duradouro.
Em uma carta conjunta, cinco Estados do Golfo — Bahrein, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — criticam a proposta iraniana, dizendo que a rota sugerida seria uma forma de controlar o tráfego marítimo com possíveis tarifas, estabelecendo um precedente arriscado sem Oman participar.
Durante uma reunião de ministros de Relações Exteriores da Otan, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, denunciou que Teerã busca impor um sistema de pedágio no canal internacional, manifestando descontentamento com a posição europeia de manter o estreito aberto.
Analistas ressaltam que declarações da administração dos EUA sobre as negociações podem ser ajustadas pela necessidade de estabilizar o preço global do petróleo. Enquanto isso, o porta-voz iraniano afirmou que as tratativas visam encerrar a guerra em todas as frentes, negando foco exclusivo em questões nucleares.
O Irã também informou que, caso necessário, reduzirá o estoque de urânio enriquecido internamente, sem abandonar a posição de buscar uma solução pacífica para o conflito. Moscou também se posicionou como possível receptor da reserva iraniana, proposta que Teerã rejeita a transferência externa.
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