- Em 13 de maio, tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas durante a tentativa de captura do senador fugitivo Ronald “Bato” dela Rosa, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (International Criminal Court, ICC).
- O episódio ocorre em meio a uma disputa entre o presidente Ferdinand Marcos Jr. e a família Duterte, com o Senado discutindo o impeachment da vice-presidente Sara Duterte.
- Segundo o Núcleo de Investigação Criminal (National Bureau of Investigation, NBI) e o Office of the Sergeant-at-Arms (OSAA), houve um confronto entre autoridades; não houve feridos e as versões sobre quem iniciou divergem.
- Dela Rosa apareceu no Senado para votar e, após o tiroteio, sumiu; há indícios de que tenha saído horas antes por meio de uma van preta.
- O impeachment de Sara Duterte continua, com a Câmara dos Deputados já avançando artigos e o Senado preparando o julgamento; a vice-presidente foi citada e tem dez dias para responder.
O Senado das Filipinas foi palco de disparos na manhã de 13 de maio, em meio a uma crise política que envolve o governo de Ferdinand Marcos Jr. e o clã Duterte. O incidente ocorreu no prédio do Senado, após uma sequência de tensões ligadas a processos de impeachment e a uma busca internacional.
O ex-policial Ronald “Bato” dela Rosa volta a aparecer no centro das atenções. Procurado pela Corte Penal Internacional, ele foi a figura-chave de uma manobra para instalar uma liderança favorável ao Duterte antes de um eventual julgamento. Depois do tiroteio, ele deixou o recinto.
Antes do ocorrido, a Câmara dos Deputados já tinha avançado com artigos de impeachment contra a vice-presidente Sara Duterte, filha do ex-presidente Rodrigo Duterte. O Senado decidirá sobre o futuro político dela, em um processo que pode tirar a vice de cena até 2028.
O que levou ao confronto
Relatos apontam que a troca de tiros envolveu o Escritório de Investigação Nacional (NBI) e agentes do Office of the Sergeant-at-Arms (OSAA), responsável pela segurança do Senado. O NBI buscava garantir a detenção de dela Rosa, enquanto o OSAA interpretou a ação como uma tentativa de invadir a casa legislativa.
A versão oficial diverge entre as partes. O NBI afirma que a operação visava assegurar uma área próxima ao Senado, sem atacar o prédio. Já integrantes pró-Duterte acusam a autoridade de tentar derrubar paredes para prender o fugitivo. Não houve feridos.
Há indícios de que dela Rosa poderia ter deixado o Senado horas antes da troca de tiros. A imprensa relata a circulação de um veículo policial e a observação de ele em um elevador pouco antes do estopim. O presidente Marcos Jr. negou ordens de prisão.
Desdobramentos políticos
O episódio intensifica o impasse entre o governo e a oposição, com consequências para o andamento do julgamento de Sara Duterte. A pauta de impeachment segue em tramitação, enquanto o país aguarda desdobramentos legais e políticos no Congresso.
O Senado mantém a agenda de sessões, diante de cada nova manifestação sobre o caso. Sara Duterte foi citada para apresentar defesa no processo, com prazo de resposta de 10 dias. O cenário político permanece tenso e indefinido.
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