- Lula confidenciou a aliados que pode reenviar a indicação de Jorge Messias ao STF antes das eleições.
- Ala do governo vê novo risco de derrota no Senado, após Messias ter 42 votos pela rejeição e 34 a favor.
- Um ministro afirmou ao blog que o presidente ainda não decidiu e avalia próximos passos nas semanas que vêm.
- Assessores recomendam que Lula tenha primeiro uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar contornar a rejeição.
- Lula não se reuniu com Alcolumbre recentemente; o clima entre eles é tenso, e a rejeição é interpretada como derrota do governo, não do Messias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou a aliados que pode reenviar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Senado para uma vaga no STF antes das eleições. A ideia, porém, enfrenta resistência interna de uma ala do governo, que avalia novo risco de derrota.
Um ministro informou ao blog que ainda não houve decisão final e Lula avalia os próximos passos nas semanas que vêm. Não houve confirmação oficial sobre data ou prazo para encaminhar o nome.
Interlocutores do presidente sugerem primeira interação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, visto pela gestão como chave para contornar a rejeição de Messias em plenário. A estratégia é buscar alinhamento prévio.
Messias teve 42 votos pela rejeição, contra 34 favoráveis, registrando sete a menos do que os 41 necessários para aprovação. Os números reacenderam dúvidas sobre a viabilidade da nomeação em votações futuras.
O clima entre Lula e Alcolumbre é apontado como teórico de distanciamento. Eles estiveram juntos na posse do novo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, mas evitaram contato mais próximo, segundo presentes na cerimônia.
Para aliados, a rejeição foi vista como derrota do governo, não apenas do titular da AGU. Diante disso, cresce a hipótese de reenviar o nome, com avaliação de timing, entre disputa eleitoral e a composição do Senado.
Nos últimos dias, assessores ressaltaram que Lula pode decidir reenviar Messias já antes das eleições, como forma de manter influência sobre o tema. A leitura é de que o movimento terá impactos na campanha e na percepção de governabilidade.
Promessa antiga de Messias, de que um dia ocuparia o STF, foi citada em conversas com Lula, que mencionou, em privado, a possibilidade de um quarto mandato e novas indicações. A fala é interpretada como sinal de apoio, porém não confirma decisão.
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