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Lula pode reenviar nome de Messias ao STF após rejeição no Senado

Governo avalia reenviar Messias ao STF após derrota histórica no Senado, enquanto discute alternativas e momento político para nova indicação

Lula cogita reenviar indicação de Jorge Messias ao STF. após rejeição do AGU pelo Senado.
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  • Lula analisa reenviar o nome de Jorge Messias ao Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição histórica ocorrida no fim de abril.
  • A rejeição ocorreu por 42 votos a 34, na primeira derrota de um indicado ao STF em mais de 130 anos.
  • O governo avalia que recuar após a derrota seria sinal de fraqueza política e pode ampliar o desgaste com o Congresso.
  • Divergências internas: há quem defenda manter Messias, quem peça cautela ou até adiar a escolha; cresce a pressão para indicar uma mulher negra.
  • Messias adotou tom conciliador, ressaltando que o plenário é soberano e que faz parte da democracia saber ganhar e saber perder.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para o STF, mesmo após a rejeição histórica na votação do plenário no fim de abril. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo.

A avaliação do governo é não recuar, pois a derrota seria interpretada como fraqueza política diante do Congresso e ampliaria o desgaste com o Senado e setores do Centrão. A ideia é aguardar um ambiente mais estável para uma nova ofensiva.

Messias foi rejeitado pelo plenário por 42 votos a 34, marcando a primeira derrota de um indicato ao STF em mais de 130 anos. O episódio é visto como um recado do Congresso ao governo e ao próprio Supremo.

Análise interna e cenários

Apoio dentro do governo permanece entre quem vê Messias como pessoa de confiança de Lula, com influência no STF e no núcleo petista. A leitura é de que uma nova indicação poderia afirmar a autoridade política do presidente frente ao Senado.

Outra ala recomenda cautela: uma nova derrota poderia agravar a crise entre Executivo e Legislativo e colocar em risco futuras indicações ao Judiciário. Há quem proponha deixar a vaga aberta até 2026, caso o cenário eleitoral mude.

Nomes alternativos continuam em estudo nos bastidores. Entre governistas, há pressão para indicar uma mulher negra ao STF, após a rejeição de Messias, mas Lula mantém, em princípio, o AGU como prioridade.

Messias, após a derrota, adotou tom conciliador, afirmando que o plenário é soberano e que é parte da democracia reconhecer ganhos e perdas.

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