- Documentos recém-divulgados indicam Port Kembla como base escolhida para submarinos nucleares na costa leste, segundo relatório do antigo governo liberal de Nova Gales do Sul.
- A Port Kembla Labour Council alerta que a decisão colocaria a região como alvo de adversários militares, com impactos potencialmente significativos para saúde, transportes, habitação e serviços públicos.
- O secretário da associação, Arthur Rorris, afirma que o relatório secreto revela preocupação com o fallout político e critica a possível entrega da base a submarinos dos EUA sob Aukus.
- Críticos questionam se haverá submarinos nucleares de fabricação australiana, sugerindo que Port Kembla serviria como base para submarinos americanos financiados pela Austrália.
- Grupos de oposição e moradores já vêm se mobilizando contra Aukus, com protestos e declarações de que a decisão deve ser adiada e rejeitada pela comunidade local.
A documents secretos divulgados indicam que Port Kembla, no litoral sul de Wollongong, foi apontada como base leste da Austrália para submarinos nucleares no âmbito do acordo Aukus. O material, apresentado ao parlamento estadual, aponta a escolha como prioritária para o conjunto da costa leste.
O anúncio gerou preocupação entre o movimento trabalhista. O South Coast Labour Council (SCLC) teme repercussões políticas caso governos avancem com a base em Port Kembla, afirmando que a localidade ficaria exposta a possíveis ataques militares. A crítica também ressalta impactos sociais e de infraestrutura.
A secretaria do SCLC, Arthur Rorris, destacou que o relatório secreto evidencia questões de fallout político, além de apontar efeitos na saúde, estradas, preço de imóveis e serviços de transporte na região. Segundo ele, a decisão precisaria considerar esses impactos.
Açambando o debate, o SCLC aponta que Port Kembla abriga escolas próximas à área prevista e que a base poderia afetar serviços de saúde, trânsito e valorização imobiliária. Rorris acusou o governo de manter o tema oculto diante da população.
O contexto do tema envolve custos crescentes do Aukus e atrasos na construção de submarinos nucleares da classe Virginia pelos EUA. Analistas veem dúvidas sobre a viabilidade de submarinos sob comando australiano, o que alimenta críticas sobre o papel de Port Kembla no plano.
Marcus Strom, do movimento Labor Against War, disse que o grupo rejeita a ideia de instalar uma base nuclear estadunidense na costa leste da Austrália. Ele promete levar a oposição a encontros estaduais e nacionais do partido, buscando apoio comunitário na Illawarra.
Registros históricos mostram que, em março de 2022, o governo de coalizão indicou a intenção de instalar uma base leste para receber os novos submarinos nucleares. Port Kembla estava entre as opções, ao lado de Brisbane e Newcastle.
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