- O chanceler alemão Friedrich Merz disse, em Würzburg, que não recomendaria hoje aos filhos estudarem e trabalharem nos Estados Unidos, citando um “clima social” no país.
- Merz afirmou que, apesar de admirar os EUA, essa admiração não está aumentando no momento e que o ambiente nas ruas mudou rapidamente.
- O líder conservador disse ainda que a Alemanha está em um “ponto de inflexão” e destacou que a paz e a liberdade na Europa não podem ser tomadas como garantidas.
- Em seguida, Merz comunicou, por meio de X, que conversou por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, concordando em buscar solução pacífica para a Ucrânia e manter o estreito de Ormuz aberto; ressaltou a cooperação entre Estados Unidos e Alemanha na OTAN.
- As relações entre Merz e Trump ficaram tensas após declarações de Merz sobre Iran, que provocaram a ira de Trump e a promessa de retirada de tropas americanas da Alemanha, medida já discutida anteriormente.
O chanceler alemão Friedrich Merz ampliou a ruptura com Donald Trump ao afirmar que hoje não recomendaria aos seus filhos que estudem ou trabalhem nos Estados Unidos. Ele fez o comentário durante um debate com jovens em Würzburg, na Baviera, na última sexta-feira.
Merz disse que admira o país, mas que o clima social mudou rapidamente. Segundo o líder conservador de 70 anos, há pressão social que afeta jovens formados nos EUA, dificultando a busca por oportunidades. A fala ocorreu poucos dias após críticas dos EUA ao Irã.
Pouco depois das declarações, Merz usou a rede social X para comunicar que conversou por telefone com Trump. O ex-presidente americano teria indicado que o Irã deve sentar-se à mesa de negociações e que Teerã não pode possuir armas nucleares, além de mencionar uma solução pacífica para a Ucrânia e a cúpula da OTAN em Ankara.
A relação entre Merz e Trump tem sido tensa. Trump já criticou o chanceler por alegadas fraquezas em política externa e ordenou a retirada de milhares de soldados dos EUA na Alemanha, elevando a tensão entre as duas nações. A ex-chanceler Angela Merkel recomenda cautela e diálogo firme.
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