- EUA intensificam pressão sobre Cuba com a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a La Habana, um dia após Cuba anunciar o esgotamento de reservas de combustível.
- Washington formaliza a oferta de 100 milhões de dólares para assistência direta ao povo cubano, via Igreja católica; Cuba inicialmente resistiu, mas acabou aceitando.
- Prisão política liberada: Sissi Abascal Zamora deixou a ilha rumo ao exílio.
- Circula a informação de que um fiscal da Flórida pretende imputar Raúl Castro por derrube de duas aeronaves dos Hermanos de Rescate em 1996, aumentando a pressão sobre o regime.
- Marco Rubio, líder do exílio, sustenta que a prosperidade de Cuba é interesse nacional dos Estados Unidos e que mudanças profundas dependem da continuidade da pressão, enquanto a situação energética cubana piora com apagões prolongados.
El relato desta quinta-feira em Havana mostra Cuba sob pressão externa enquanto o regime enfrenta uma crise energética sem precedentes. A chegada do diretor da CIA, John Ratcliffe, um dia após o governo cubano admitir o esgotamento das reservas de combustível, intensifica a percepção de que a região vive uma escalada de tensão com os EUA. O cenário internacional inclui também o deslocamento de autoridades cubanas e o retorno de Washington à mesa de negociações.
A visita de Ratcliffe a Havana ocorreu pouco depois de Cuba anunciar que não possui combustível suficiente para consumo interno e para as usinas de geração de energia. A reunião com autoridades cubanas, divulgada pela própria agência, marca um passo significativo na atuação de Washington contra o regime cubano, segundo analistas.
Washington anunciou a disponibilidade de 100 milhões de dólares em assistência direta ao povo cubano, por meio de entidades religiosas. O anúncio surgiu após resistência inicial dos cubanos, que passaram a aceitar a ajuda ao reconhecer impactos da intervenção de janeiro na Venezuela para a ilha.
Contexto econômico e político
O governo cubano informou que o petróleo russo encaminhado para o abastecimento do país foi suficiente apenas até o momento. O ministro de Energia cubano, Vicente de la O Levy, descreveu a situação como extremamente grave, com apagões diários prolongados. Em resposta, o presidente Díaz-Canel atribuiu a crise ao bloqueio econômico dos EUA.
O governo cubano também liberou uma presa política, Sissi Abascal Zamora, que partiu para o exílio. A ação ocorre em meio a conversas com a CIA e ao deslocamento de autoridades norte-americanas ao território cubano, o que alimenta o mosaico de mensagens contraditórias entre Cuba e Washington.
A presença de Ratcliffe em Havana elevou o tom das declarações oficiais sobre cooperação bilateral e a condenação do terrorismo. O regime cubano destacou a cooperação com autoridades norte-americanas, ao mesmo tempo em que reiterou resistência a pressões externas e a defesa de sua soberania.
Perspectivas e desdobramentos
A agenda permanece incerta: o governo dos EUA sinaliza possíveis medidas adicionais, enquanto o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, mantém declarações que alternam entre cooperação possível e advertências sobre resistência. O apoio americano envolve negociações de curto prazo que, segundo analistas, podem não estabilizar de imediato a situação.
Entre os próximos passos, observa-se a pressão para libertar mais presos políticos, ainda sem avanços significativos. A influência de figuras como Raúl Castro e o ambiente de tensão regional, com foco na política externa de Washington, alimentam a incerteza sobre o futuro imediato de Cuba.
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