- Ciro Gomes formalizou, em Fortaleza, sua candidatura ao governo do Ceará, optando pela via estadual em meio à incerteza sobre a eleição presidencial.
- A candidatura aparece como favorita no Ceará, segundo a pesquisa Quaest divulgada no fim de abril: 41% no primeiro turno contra Elmano de Freitas (PT) e 48% no segundo turno contra o mesmo adversário.
- Se o PT substituir Elmano por Camilo Santana, o roteiro muda: Camilo lideraria o primeiro turno (40% a 33%) e venceria no segundo turno (44% a 39%).
- Ciro deixou claro que abriu mão da corrida presidencial após quatro tentativas sem chegar ao segundo turno, mantendo o foco no retorno ao governo do Ceará, objetivo que já teve em 1994.
- No ato de lançamento, houve um momento de confusão com a mão de um militante que simulava o símbolo do “comando vermelho”; Ciro pediu desculpas pelo equívoco.
Ciro Gomes formalizou neste sábado, em Fortaleza, a sua candidatura ao governo do Ceará, recomeçando a disputa local após mais de três décadas desde sua última gestão no estado. A decisão ocorre em meio a incertezas sobre a viabilidade de uma campanha presidencial nacional de alto risco.
O corpo a corpo com o atual governador Elmano de Freitas, do PT, é o foco principal. Pesquisas recentes mostraram vantagem de Ciro na ponta do primeiro turno, mas o cenário nacional coloca Camilo Santana como concorrente com números que o colocam como favorito em cenários de segundo turno.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada no fim de abril, Ciro aparecia à frente de Elmano no primeiro turno, com 41% a 32%, e vencia no segundo turno, com 48% a 35%. Camilo Santana, no entanto, tinha maior viabilidade em simulações internas da mesma sondagem.
A comparação entre candidaturas aponta que, caso o PT substituísse Elmano por Camilo Santana, a vantagem de Camilo seria maior no primeiro turno (40% a 33%) e a vantagem de Santana continuaria no segundo turno (44% a 39%). Esses números influenciaram as decisões de Ciro.
Ao longo da trajetória eleitoral, Ciro já disputou a Presidência quatro vezes sem chegar ao segundo turno, com vitórias de votação expressivas em 1998, 2002 e 2018 (acima de 10% cada). Em 2022, registrou seu pior resultado, com 3,04%.
A proximidade com o governo cearense e o histórico de disputas nacionais pesaram na decisão de focar no Ceará, segundo analistas, que veem o ex-ministro da Educação de Lula como possível concorrente mais competitivo para o Palácio da Abolição em 2024.
Durante o ato de lançamento, houve incidente envolvendo um simpatizante que fez um gesto interpretado como símbolo de resistência. Ciro pediu desculpas ao perceber o equívoco e destacou que o episódio não altera o propósito da campanha.
O movimento marca a continuidade da presença de Ciro Gomes no cenário estadual, com foco na recuperação de espaço político no Ceará após o histórico de gestões anteriores e a expectativa de atrair apoios que possam consolidar a candidatura para o segundo turno.
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