- Xi Jinping alertou que má gestão da questão de Taiwan pode levar a um conflito entre China e Estados Unidos.
- O dirigente chinês afirmou que os países devem ser parceiros, não rivais, colocando Taiwan como tema central nas relações bilaterais.
- A reunião de cúpula em Pequim começou com Trump recebendo o anfitrião com elogios, e ambos mencionaram um futuro promissor entre as nações.
- Xi prometeu abrir cada vez mais a China ao mundo e disse que as empresas americanas terão perspectivas promissoras; há expectativa de acordos comerciais em áreas como agricultura e aviação.
- Taipé classificou a China como o único risco à paz regional; a visita também ocorre em meio a tensões comerciais e a discussões sobre o Irã.
O presidente da China, Xi Jinping, informou nesta quinta-feira que a questão de Taiwan pode levar China e EUA a um conflito se não for bem gerida. A fala ocorreu no início da cúpula entre Xi e o presidente norte‑americano, Donald Trump, em Pequim, diante de à imprensa estatal. O tom foi firme, destacando a necessidade de cooperação entre as potências.
Trump iniciou o encontro com elogios ao anfitrião, referindo-se a Xi como grande líder e amigo, e sinalizou expectativa de um futuro positivo entre os dois países. No entanto, Xi ressaltou que as relações devem se basear em parceria, não em rivalidade, com Taiwan como tema central a ser tratado com cautela.
A ilha autônoma, sob regime democrático e reivindicada pela China, foi identificada por Xi como o ponto mais delicado das relações bilaterais. O líder chinês alertou que a má gestão da questão pode acender um conflito entre as duas maiorias econômicas do mundo.
Contexto e desdobramentos
A reunião, que durou pouco mais de duas horas e quinze minutos, aconteceu no Grande Salão do Povo, em Pequim, com cerimônia de boas-vindas e presença de alta comitiva chinesa. A conversa ocorreu em meio a tensões comerciais e geopolíticas entre as duas nações.
Trump viajou a Pequim em uma primeira visita presidencial ao país em quase uma década, numa reação à relação tensa ao longo de 2025. Além de encontros oficiais, a delegação americana incluiu executivos de empresas de tecnologia e representantes de setores agrícolas, com planos de assinar acordos em áreas estratégicas.
Xi Jinping recebeu o visitante com uma cerimônia de despedida institucional, sinalizando que a China busca abrir mais suas portas à economia global e oferecer oportunidades a empresas estrangeiras, inclusive americanas, segundo relatos oficiais.
Repercussões e leituras
Pequim mantém a posição de reunificação de Taiwan, sem descartar o uso da força para alcançar esse objetivo, caso haja pressão externa. Taipei classificou a China como o principal risco à paz regional e reiterou apoio firme dos Estados Unidos ao território, conforme avaliação inicial de autoridades locais.
Analistas destacaram que a linguagem direta de Xi sobre Taiwan reflete uma tentativa de marcar posição diante de uma eventual escalada entre as superpotências. Especialistas apontam que o tema continua a ser o “tronco” das negociações entre Washington e Pequim.
Antes da audiência, Trump mencionou a intenção de manter conversas extensas sobre o Irã, outro ponto sensível para as relações sino‑americanas. A agenda também indicava a possibilidade de acordos comerciais em setores como agricultura e tecnologia, com participação de empresas de peso no encontro.
Entre na conversa da comunidade