- Stacey Abrams classificou os esforços de redesenho de mapas de estados liderados por Republicans como “eiva incarnate” e disse que busca minar o poder de minorias raciais, não apenas vencer eleições.
- Em entrevista ao podcast Stateside with Kai e Carter, ela pediu combate nas cortes e nas urnas para impedir esse redistritamento.
- Dois semanas após a Suprema Corte enfraquecer parte da Voting Rights Act no caso Louisiana v Callais, estados conservadores aceleraram o redesenho de mapas para favorecer o GOP.
- Em Tennessee, o redesenho apagou o último distrito com maioria negra, deixando todos os nove distritos com tendência republicana.
- Abrams disse que é necessário continuar a luta jurídica e ampliar o registro e a participação eleitoral, destacando que o país tende a tornar-se majority-minority até 2046.
Stacey Abrams, ex-candidata ao governo da Geórgia, criticou as redes de redistritamento promovidas por republicanos. Em entrevista ao podcast Stateside with Kai and Carter, ela afirmou que as mudanças visam favorecer o partido e representam violação constitucional. A fala ocorreu após decisões judiciais recentes sobre direitos de voto.
Abrams afirmou que as ações vão além de favorecer uma eleição; segundo ela, há intenção de enfraquecer minorias e restringir a participação cívica, o que ela considera uma violação dos princípios democráticos. A defesa do voto amplo é apontada como essencial.
A época em que as mudanças ocorrem coincide com ataques jurídicos e políticos ligados ao Voting Rights Act. Em Louisiana, a Suprema Corte enfraqueceu um pilar da lei de direitos de voto, o que estimulou uma corrida de estados para redesenhar mapas congressionais.
Tennessee aparece como exemplo citado por Abrams: o estado reestrutura o mapa para reduzir impactos de distritos com maioria negra, tornando todos os nove distritos de maioria republicana segundo as novas regras. O efeito é a diminuição da influência de eleitores raciais.
Abrams disse que a resposta envolve ações judiciais contínuas e mobilização eleitoral. Segundo ela, não é apenas uma batalha entre Democratas e Republicanos, mas um choque entre defesa de instituições democráticas e movimentos autoritários.
Ela destacou que as mudanças demam com prazos rápidos, citando o caso de Tennessee como alerta sobre números demográficos em 2046, quando a população do país tende a se tornar maioria-minoria. A dirigente apontou a necessidade de manter pressão cívica e jurídica.
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