- O entorno de Flávio Bolsonaro diz que a divulgação de que Daniel Vorcaro financiou o filme sobre Jair Bolsonaro é visto como uma bomba na pré-campanha.
- Segundo o Intercept Brasil, Vorcaro teria pago R$ 61 milhões pela produção de Dark Horse entre fevereiro e maio de dois mil e vinte e cinco.
- O dinheiro foi transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
- Aliados próximos ficaram surpresos com a informação, alegando que Flávio não a tinha contado.
- A avaliação é de que o episódio coloca Flávio na defensiva e pode impactar a percepção da campanha, com críticas de integrantes da direita já surgindo.
O entorno próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia que a divulgação de mensagens sobre o financiamento de um filme a pedido dele representa um golpe na pré-campanha presidencial. A reportagem do Intercept Brasil traz detalhes sobre as comunicações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o portal, Vorcaro financiou a produção do filme Dark Horse entre fevereiro e maio de 2025, com um aporte estimado em 61 milhões de reais. O recurso teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro.
Além disso, o material mostra um áudio enviado por Flávio a Vorcaro em setembro do ano passado, ampliando o conjunto de evidências obtidas pelo Intercept e que envolvem, direta ou indiretamente, outros membros da família Bolsonaro.
Implicações para a pré-campanha
A percepção entre aliados próximos é de que a divulgação pode colocar Flávio Bolsonaro na defensiva, com impacto sobre a estratégia de direita na corrida ao Palácio do Planalto. A notícia já gerou críticas de setores da base conservadora.
Alguns aliados afirmaram ter se surpreendido com a divulgação e disseram que Flávio não havia relatado a negociação aos interlocutores. A avaliação interna é de que o episódio pode gerar questionamentos sobre a integridade das mensagens defendidas pela candidatura.
Desde o começo da semana, figuras da direita têm sido mencionadas como críticas ao episódio, incluindo o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à reeleição, que afirmou que a postura de Flávio pode comprometer o discurso oposicionista ao governo Lula.
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