- Haddad afirmou que a relação de Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro, citando várias conexões no entourage do ex‑presidente.
- Segundo o Intercept Brasil, Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção de uma biografia de Jair Bolsonaro.
- Mensagens divulgadas mostram Flávio Bolsonaro pressionando Vorcaro por pagamentos ligados ao filme, com apontes de intermediários e de repasses por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.
- Registros da Receita Federal à CPI indicaram repassos de pelo menos R$ 2,3 milhões a essa empresa em 2025, ligados aos pagamentos do projeto.
- Em novembro de 2025, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, no início de uma investigação sobre rede de fraudes e outras irregularidades.
Haddad afirmou em evento realizado em São Paulo que o banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o governo de Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro sobre financiamento de um filme sobre o ex-presidente. A conversa envolve pagamentos que teriam chegado a cerca de 62 milhões de reais.
Segundo o Intercept Brasil, parte dos recursos foi movimentada pela Entre Investimentos e Participações, empresa associada a Vorcaro. Registros de 2025, entregues pela Receita Federal à CPI do Senado, indicam repasses de 2,3 milhões de reais feitos pela Master para a mesma empresa. A divulgação aponta ainda intermediação de Thiago Miranda, identificado como quem articulou o contato entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
O tom da discussão envolvendo Vorcaro, Flávio Bolsonaro e outros aliados aponta para uma relação contínua com o núcleo bolsonarista, conforme as mensagens publicadas. Em entrevista, Haddad destacou que a rede de vínculos envolve vários agentes ligados ao atual governo, sem apresentar conclusão sobre culpabilidade.
Cobrança de pagamentos e intermediários
A reportagem do Intercept detalha que parte das obrigações negociadas foi tratada por meio de uma estrutura empresarial vinculada a Vorcaro. O material também relata que o publicitário Thiago Miranda confirmou ter intermediado aportes de Vorcaro para o filme, com alguns pagamentos suspensos após mudanças na empresa Master.
Mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro mostram momentos de tensão, com o senador sugerindo que os repasses eram vultosos e que o avanço do projeto dependia do dinheiro. Em 22 de outubro, houve novo contato para discutir o andamento financeiro e a participação de atores no projeto.
A PF investigou o caso relacionado à Master, e Vorcaro foi preso no início de novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos, durante a primeira fase de apuração de uma rede associada a fraudes, corrupção de servidores públicos e uso de meios coercitivos. As investigações continuam para esclarecer a extensão de vínculos e repasses.
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