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Israel pode aplicar pena de morte a gazenses ligados aos ataques de 7 de outubro

Israel aprova tribunal militar especial que pode aplicar pena de morte a gazatíes vinculados aos ataques de 7 de outubro, gerando críticas de direitos humanos

El trabajador de la construcción Alaa Jouda ,de 38 años, construye una caseta de madera sobre las ruinas de su casa este lunes en el campo de refugiados Shati de Gaza.
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  • O parlamento de Israel aprovou a criação de um tribunal militar especial para julgar palestinos suspeitos de participação nos ataques de 7 de outubro de 2023.
  • A lei permite a pena de morte, voltada a cerca de três a quatro centenas de gazatíes presos, mesmo sem acusações ou processos anteriores que fundamentem a detenção.
  • Houve apoio amplo, com noventa e três votos a favor; nenhum voto contra; 27 deputados se abstiveram ou faltaram.
  • Grupos de direitos humanos criticam o tribunal, dizendo que pode não oferecer garantias, pode depender de confissões obtidas por tortura e pode se tornar um “juízo espetáculo”.
  • A medida ocorre junto a debates sobre o papel do judiciário militar e tem avaliações de risco de violações do direito internacional e de injustiças no andamento dos processos.

O Parlamento de Israel aprovou a criação de um tribunal militar especial para julgar palestinos suspeitos de participação nos ataques de 7 de outubro contra o sul do país. A legislação prevê a pena de morte para genocídio e está voltada a cerca de 300 a 400 gazatíes sob custódia, sem acusação formal prévia.

A medida recebeu 93 votos a favor, sem votos contrários, com 27 deputados abstendo-se ou ausentes. Famílias atingidas pela masacre pedem responsabilização de todas as forças políticas no poder na época.

Grupos de direitos humanos manifestaram reservas, afirmando falta de garantias judiciais e independência, além de temerem tortura e um eventual “júri espetáculo”, com partes do processo divulgadas pela internet.

Controvérsias legais e prazos

O novo tribunal funcionaria dentro do sistema militar já usado para processar palestinos nos Territórios Ocupados. A lei permite a pena de morte caso haja acusação de genocídio, segundo a legislação israelense de 1950, e manteria os processados inelegíveis a futuros acordos de liberdade.

A iniciativa surge após a aprovação, em março, de pena de morte para palestinos acusados de matar israelenses. A ausência de retroatividade evita que prisões anteriores sejam afetadas, mas o tribunal busca atender aos casos vinculados aos ataques de 2023.

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