- Grupos ligados a Wes Streeting e a Andy Burnham apresentaram visões radicais para o Reino Unido, incluindo cortes de impostos, ajuda no custo de vida e grandes reformas na máquina do governo, enquanto Keir Starmer enfrenta pressão para renunciar.
- O Growth Group defende elevar o imposto sobre ganhos de capital para financiar uma redução de 2p na National Insurance.
- O documento também propõe que prefeitos ingleses tenham mais poderes sobre impostos e gastos, a criação de um Departamento do Primeiro-Ministro e a possibilidade de deixar a Thames Water falir.
- O mesmo material defende reorganizar a política energética para priorizar o custo, e não apenas a geração de energia limpa, enfatizando a acessibilidade para famílias e empresas.
- O Tribune Group sugere mudanças nas regras fiscais para permitir mais endividamento, reduzir o imposto municipal e substituir o stamp duty por um novo tipo de imposto sobre a propriedade; sindicatos e think tanks também discutem a implementação de tetos de aluguel para reduzir custos de moradia.
Os grupos Growth Group, ligado ao ministro Wes Streeting, e Tribune, associado aos Labour, apresentaram propostas políticas que sinalizam como o governo pode mudar caso um novo premiê assuma o posto após Keir Starmer. As ideias destacam cortes de impostos, ajuda no custo de vida e reformas administrativas amplas.
Entre as medidas, há defesa de aumentar o imposto sobre ganhos de capital para financiar um corte de 2p na contribuição nacional, além de transferir mais poderes de arrecadação aos prefeitos das cidades inglesas. O relatório também propõe criar um Departamento do Primeiro-Ministro e permitir que Thames Water enfrente dificuldades.
A visão de políticas energéticas sugere priorizar o custo, em vez de apenas a geração de energia limpa, o que marca uma mudança em relação à agenda climática de Ed Miliband. O documento afirma que a energia limpa não é o problema, e sim o acesso de famílias e empresas a preços compatíveis.
Paralelamente, o grupo Tribune publicou ensaios no periódico Renewal, com sugestões de mudanças nas regras fiscais do país e a retirada do Tesouro da responsabilidade de promover o crescimento econômico. Entre os autores estão Yuan Yang e Louise Haigh.
Haigh defende a redução do imposto sobre imóveis e a substituição do stamp duty por um novo modelo de tributação de propriedade. Yang e Haigh afirmam que o atual acordo econômico britânico não entrega o que prometeu, com crescimento fraco e desigual.
Especialistas de esquerda destacam que propostas antes consideradas fora de alcance, como limites de aluguel, passam a ganhar espaço entre diversas organizações. Think tanks como IPPR, New Economics Foundation e Joseph Rowntree Foundation devem publicar estudos sobre esse tema.
Ministros já haviam descartado a ideia de controles extensivos de aluguel, defendendo maior proteção aos inquilinos e mais moradias. O jornal apurou que o chanceler Rachel Reeves estuda, em segredo, uma possível moratória de aluguéis no setor privado por até um ano.
O clima entre as elites do Labour indica preparação de um cenário de competição interna pelo futuro da liderança, com diferentes correntes defendendo caminhos distintos para o modelo econômico do país.
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