- Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF) de suspender a lei da dosimetria, a oposição avança com a proposta de anistia aos condenados pelos atos de oito de janeiro.
- O deputado Osmar Terra (PL-RS) diz haver clima para aprovação e defende um “enfrentamento maior” ao STF, em entrevista ao Café com a Gazeta.
- Ele afirma que o Parlamento é o maior poder da República e que é preciso mostrar o que está errado na relação com o Judiciário.
- Terra cita casos anteriores de crise entre Legislativo e Judiciário, como descriminalização das drogas e marco temporal de terras indígenas, para justificar o momento político.
- O deputado pede união da direita, defende uma candidatura presidencial forte e volta a defender auditoria das urnas para aumentar a transparência do processo eleitoral.
O deputado Osmar Terra (PL-RS) afirmou que a suspensão da lei da dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, pode abrir espaço para a aprovação de uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A oposição aposta no ambiente de crise entre Congresso e Judiciário para avançar com a proposta. Terra aponta que o momento favorece um enfrentamento político e jurídico.
Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, Terra defendeu que o Parlamento é o principal poder da República e precisa pressionar para mostrar onde estão as falhas. Segundo ele, é necessário enfrentar o STF e justificar a ideia de anistia frente a uma decisão monocrática que, na visão dele, contraria decisões do Congresso.
O deputado citou casos já discutidos no passado, como a descriminalização das drogas e o marco temporal de terras indígenas, para ilustrar que o Congresso sinaliza temas que o STF vem a pautar depois. Terra enfatizou que a população brasileira é quem manda no país e que, sem esse respaldo, a democracia fica em risco.
União da direita e auditoria das urnas
Sobre as eleições de outubro, Terra minimizou atritos internos da direita e pediu unidade na ponta da oposição, com foco na candidatura presidencial. O deputado ressaltou a necessidade de uma chapa forte que convoque apoiadores a atuar de forma coesa para construir um caminho comum.
Terra reiterou a defesa da auditoria das urnas eletrônicas, alegando que a transparência beneficia tanto a direita quanto a esquerda. Ele afirmou que a conferência dos resultados é essencial para aumentar a confiança pública no processo eleitoral.
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