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Cartão de terras-raras da China paira sobre cúpula Trump-Xi

O domínio chinês sobre terras raras aumenta a vulnerabilidade dos EUA diante da cúpula Trump–Xi Jinping

Construction workers are seen at the site of the new headquarters of the China Rare Earth Group in Ganzhou, located in eastern China’s Jiangxi province, on Nov. 21, 2025.
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  • A China tem forte controle sobre terras raras, materiais essenciais para chips, jatos de guerra e outros setores, o que se tornou um trunfo na guerra comercial com os EUA.
  • Pequim foi firme ao impor restrições de exportação de terras raras no ano passado, intensificando negociações com Washington e contribuindo para uma trégua comercial de um ano que expira no outono.
  • Mesmo com esforços dos EUA para diversificar supply chains, especialistas dizem que a dependência de China ainda é significativa e leva tempo para transformar anúncios, financiamento e parcerias em fornecimento estável.
  • Hoje, a China domina cerca de 85% do processamento e mais de 90% da produção de ímãs, além de controlar a separação de terras-raras pesadas, o que mantém o país em posição privilegiada nas negociações.
  • No cenário americano, há planos como o “Projeto Vault” e aquisições de empresas para fortalecer a cadeia de suprimentos; no Brasil, a compra da Serra Verde pela USA Rare Earth está sob investigação antitruste.

China ainda usa o controle sobre terras raras como carta-chave nas negociações com os EUA, que antecedem a cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. A Comissão da Casa Branca e o governo americano tentam reduzir a dependência, mas a influência de Pequim persiste.

Especialistas divergentes apontam que o arsenal de recursos raros afeta chips, aviões de combate e outras tecnologias estratégicas. Beijing impôs restrições de exportação desde 2024, desencadeando negociações de alto nível e uma trégua comercial de um ano, que vence no outono.

Apesar de esforços americanos para diversificar fontes, a dependência de falhas logísticas e de capacidade produtiva ainda é visível. A demora para transformar anúncios em cadeias de suprimento funciona como vantagem de Beijing.

As terras raras, grupo de 17 elementos, não são tão raras quanto o nome sugere; o desafio está em viabilizar a exploração e o processamento em escala comercial. Em geral, o domínio de Pequim impõe preços globais e limita concorrentes.

Atualmente, a China controla cerca de 85% do processamento global e mais de 90% da produção de ímãs, com forte controle sobre o mercado de terras raras pesadas. Esses componentes são cruciais para várias aplicações industriais.

A situação acarreta vulnerabilidade para os Estados Unidos, especialmente em setores militares. Enquanto o Pentágono depende desses materiais para munições, a diversificação ainda demanda tempo e investimentos significativos.

No radar do governo americano, há planos bilionários para fortalecer a segurança da cadeia de suprimentos, inserir o projeto Vault e firmar dezenas de acordos no exterior. A estratégia busca reduzir, ainda que gradualmente, a dependência de Pequim.

Paralelamente, a empresa USA Rare Earth anunciou, no mês passado, a aquisição do Serra Verde, no Brasil, um ativo com reservas de terras raras pesadas e uma planta de processamento. A operação depende de aprovações regulatórias locais.

A aquisição, ainda sob escrutínio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica brasileiro, aponta para ampliar o portfólio fora da China. Em contrapartida, analistas alertam que a diversificação levará tempo e exigirá investimentos consistentes.

Em paralelo, autoridades japonesas mostram que a lição do passado foi diversificar a partir de investimentos, parcerias e de ofertas de compra. Mesmo com esses movimentos, o Japão continua dependente de importações de terras raras.

Para companhias americanas, o objetivo é consolidar uma cadeia de valor robusta e sustentável. Executivos ressaltam que, com o tempo, a relevância das terras raras nas negociações diplomáticas tende a diminuir conforme a capacidade doméstica se fortalece.

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