- Darren Jones, aliado de Keir Starmer, não confirmou se o líder do Labour conduzirá o partido na próxima eleição.
- Mais de setenta deputados do Labour já pediram publicly a saída de Starmer após os recentes resultados ruins em Inglaterra, País de Gales e Escócia.
- Quatro ministros seniores do gabinete teriam conversado com Starmer sobre uma possível transição ordenada, enquanto outros defendem manter a posição e lutar.
- Starmer afirmou que não renuncia e que pretende provar seus críticos errado, prometendo enfrentar qualquer desafio de liderança.
- O discurso da Rainha deve ocorrer conforme o esperado amanhã, e o gabinete se reunirá nesta manhã para discutir a agenda de leis para a próxima sessão.
Darren Jones, aliado próximo de Keir Starmer, disse que não vai antecipar a decisão sobre quem liderará o Labour na próxima eleição. A fala ocorre em meio a pedidos de demissão de mais de 70 deputados do partido. O primeiro-ministro afirmou que está ouvindo colegas, mas tomará suas próprias decisões.
Jones afirmou que o cargo de premiê é extremamente exigente e que não basta chegar com a ideia de resolver tudo instantaneamente. Ele reconheceu críticas, mas ressaltou que há centenas de parlamentares do Labour e dezenas já expressaram preocupações.
Alguns ministros de alto escalão teriam conversado com Starmer na segunda-feira. Entre eles, Shabana Mahmood, Yvette Cooper, John Healey e o vice-primeiro-ministro David Lammy. Comentários variaram entre pedir uma transição ordenada e manter a luta.
Para a imprensa, Jones deixou claro que o objetivo é avançar com a agenda do Labour no parlamento. Ele mencionou que o país enfrenta um cenário de cinco forças políticas e que o partido precisa definir o rumo para a próxima eleição.
Na manhã de terça, foi confirmado que o discurso da rainha deverá ocorrer na quarta-feira, mantendo o calendário oficial. O gabinete deve se reunir para discutir o programa de medidas para a próxima sessão.
Starmer havia dito em discurso anterior que não renunciaria e que enfrentaria qualquer desafio à liderança. Ele afirmou que não pretende mergulhar o país no caos, repetindo críticas aos governos anteriores.
Na avaliação de alguns deputados, apoiar a liderança de Starmer depende de demonstrar unidade e capacidade de entregar políticas públicas. Outros defendem uma transição responsável para manter a estabilidade.
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