- A disputa pela CPMI do Master ganhou força entre a base governista, o Centrão e a oposição após derrotas do governo em votações relevantes.
- A CPMI segue sem leitura formal no Congresso, mesmo com assinaturas suficientes; o autor do pedido, deputado Carlos Jordy, insiste na leitura e instalação.
- A Polícia Federal participou de buscas na casa de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, suspeito de ter recebido propina para defender projeto favorável ao banqueiro Vorcaro.
- A oposição vê um ambiente mais propício para avançar com a CPMI, enquanto o governo promete apoiar a investigação apenas com um desenho político diferente.
- No Senado, há mobilização de líderes para destravar a apuração por meio de instalação direta, CPMI ou via STF, mas o calendário político eleva a resistência.
A CPMI do Master permanece sem leitura formal no Congresso, mesmo com assinaturas suficientes. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) sustenta a pressão para a instalação da comissão, após derrotas do governo em votações recentes.
A tensão aumenta entre governo, Centrão e oposição, com avalições de bastidores de que a resistência pode atingir mais lideranças do Centrão. A PF investiga suposta propina ligada a interesses de Vorcaro e do Banco Master.
Nesta quinta-feira (7), a PF fez busca na casa do líder do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), para apurar suposta vantagem financeira em favor de Vorcaro. A defesa nega irregularidades e afirma disponibilidade à Justiça.
Ao longo do Ministério Público e do Congresso, oposicionistas dizem que derrotas do Executivo fortalecem o ambiente para avançar com a CPMI, enquanto bases governistas defendem ajustes no desenho da investigação, sem ampliar seu alcance.
Oposição vê caminho pelo Senado e mudanças técnicas
Líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-RN) afirma que a independência do Legislativo pode acelerar a instalação. Três caminhos são discutidos: instalação direta no Senado, CPMI com apoio amplo ou ação no STF.
Senadores divergem: Eduardo Girão (Novo) defende destravar a comissão com mobilização ou judicialização, enquanto Damares Alves (PL-DF) aponta que atividades já em curso na CAE podem reduzir a urgência da CPMI.
Situação no Centrão e calendário político
Partidos do Centrão avaliam impactos políticos de uma investigação ampla, temendo desgaste eleitoral. No governo, há resistência a textos que ultrapassem o objetivo financeiro do caso Master, embora haja disposição para apoiar uma CPMI com desenho diferente.
O calendário eleitoral aproxima-se, o que pode reduzir a disponibilidade de parlamentares para compromissos que exijam presença constante em Brasília, segundo a senadora Damares Alves.
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