- EUA estariam próximos de um acordo com o Irã que encerraria a atual guerra de dois meses e transferiria questões-chave para futuras negociações, segundo um memorando de 14 pontos.
- O documento prevê reabrir o Estreito de Hormuz e estabelecer um marco para novas conversas; a administração de Donald Trump dizia esperar resposta do Irã em até 48 horas.
- Durante 30 dias de negociações, as partes discutiriam uma moratória no enriquecimento nuclear; há discordância sobre a duração: Irã propõe cinco anos, EUA exige vinte anos, com cláusula de extensão em caso de violação.
- O governo americano pressiona o Irã para prometer não buscar arma nuclear, proibir instalações subterrâneas e aceitar inspeções do Conselho de Segurança das Nações Unidas/Agência Internacional de Energia Atômica; também haveria discussão sobre levantamento gradual de sanções e desbloqueio de fundos congelados.
- A possibilidade de acordo gerou otimismo nos mercados globais de petróleo, com quedas de preços do Brent e do petróleo mais próximo do WTI.
O governo dos EUA pode estar próximo de um acordo com o Irã para encerrar dois meses de conflito, adiar disputas-chave e abrir caminho para novas negociações nucleares. Segundo apuração, um memorando de 14 pontos serviria como base para reabrir o estreito de Hormuz e ampliar as futuras conversas.
O texto em discussão seria um acordo preliminar que prevê um período de 30 dias para negociações sobre uma moratória parcial das atividades de enriquecimento do Irã, com posições discrepantes sobre a duração do congelamento e eventual extensão caso haja violação.
Fontes familiarizadas com a mediação em Islamabad afirmam que existem várias versões do rascunho em circulação, com incerteza sobre qual virá a ser aprovado. A análise aponta que mudanças significativas ainda podem ocorrer.
Entre os pontos de discórdia, está a duração da suspensão do enriquecimento: o Irã defende cinco anos, enquanto os EUA pedem até 20 anos, além de incluir cláusulas que ampliem o moratório diante de eventuais violações.
Também está em pauta a garantia de que o Irã não buscará arma nuclear e a possibilidade de proibir instalações nucleares subterrâneas. Inspeções rápidas por parte das Nações Unidas seriam obrigatórias para sites nucleares.
Durante o período de 30 dias, as duas partes discutiriam o afrouxamento gradual de sanções e a liberação de bilhões de dólares bloqueados no Irã. Recentemente, EUA e aliados do Golfo Persa apresentaram uma resolução da ONU prevendo mais sanções caso as ações do Irã não fossem interrompidas.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que não é necessário ter o acordo completo redigido em um único dia, destacando a natureza complexa das negociações e a necessidade de clareza sobre os tópicos de negociação e concessões.
O presidente Donald Trump informou, via rede social, que, se não houver acordo, a resposta pode envolver ações militares em escalada. Em meio a esse cenário, ele também mencionou a possibilidade de retomar avanços de uma operação de livre navegação no estreito de Hormuz, chamada Projeto Liberdade, mas disse que ainda é cedo para discutir negociações presenciais com o Irã.
A perspectiva de um possível acordo alimentou o otimismo nos mercados globais de petróleo, com quedas nos preços: Brent recuou para cerca de 96 dólares o barril, e o petróleo ligado aos contratos nos EUA registou declínio expressivo. Analistas repercutem o impacto econômico de avanços ou recuos nessas negociações.
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