- A deputada Gleisi Hoffmann criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comparando sua atuação à de um “líder partidário” após derrotas do governo Lula no Congresso.
- Ela afirmou que o governo precisa definir seus aliados e que não pode ir à disputa eleitoral com “o inimigo dentro de casa”.
- Gleisi sugeriu que Alcolumbre se articula com a oposição, em especial com o senador Flávio Bolsonaro, para derrotar a indicação de Jorge Messias ao STF e derrubar o veto ao PL da dosimetria.
- O Senado rejeitou a indicação de Messias por 34 votos favoráveis, 42 contrários, marcando uma derrota histórica para o governo na corte.
- Além disso, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da dosimetria, que trata de penalidades atreladas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e a uma suposta tentativa de golpe.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) comparou nesta segunda-feira a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a de um líder partidário. Ela afirmou que, após derrotas do governo Lula no Congresso, é preciso identificar aliados reais para não ter o “inimigo dentro de casa”.
Em entrevista à GloboNews, Gleisi disse que o governo vinha mantendo aliança estável com o Senado, e que o presidente Alcolumbre teve atuação correta na maioria dos temas. Agora, segundo ela, a gestão precisa se afastar de um cenário eleitoral que fragilize a bancada.
A parlamentar ressaltou que o governo deve demarcar seu campo e evitar enfrentar o desafio com aliados que pretendam derrotar o governo no futuro. Ela acusou Alcolumbre de articular com a oposição, especialmente com o senador Flávio Bolsonaro, para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF.
Questionada sobre se o “inimigo” seria Alcolumbre, Gleisi disse que o comportamento dele pode atrapalhar o projeto governista caso persista e se concentre em alianças com Flávio Bolsonaro. Ela reforçou que não acusa o senador como inimigo, apenas aponta o risco.
Mesmo reconhecendo a necessidade de ampliar alianças com o centro para vencer, Gleisi afirmou que o governo não pode sustentar quem pretende derrotá-lo. A deputada reforçou o realismo político para evitar falsas expectativas de coalizões.
Senado impõe derrota histórica ao governo Lula
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, numa decisão histórica desde 1894. O governo precisava de 41 votos, mas conseguiu apenas 34, com 42 votos contrários.
Messias relatou ter sido alvo de uma campanha de desgaste nos últimos cinco meses e disse saber quem articulou a mobilização contra ele. Ele afirmou ter enfrentado desinformação para defender a candidatura.
Além disso, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da dosimetria, que mexe nas penas previstas para atos de 8 de janeiro de 2023 e para a tentativa de golpe de Estado.
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