- O analista Leonardo Trevisan, do UOL News, afirma que Donald Trump ajudou a melhorar a imagem internacional do Irã ao apresentar o regime como vítima na guerra.
- Trevisan aponta que o Irã utiliza memes e vídeos em inglês criados por inteligência artificial para ridicularizar Trump durante as negociações de cessar-fogo.
- Segundo ele, a imagem do Irã mudou após os bombardeios, ficando menos visto como autoritário e mais como vítima, o que favorece a narrativa do regime.
- O especialista sustenta que a estratégia iraniana é não levar Trump a sério e apostar na ridicularização, em vez de cooperação direta.
- Trevisan afirma que, sob a condução de Trump, as negociações com o Irã não funcionam como uma mesa de resolução, mas acabam empurrando o país a submissão aos Estados Unidos.
Donald Trump é apontado por especialistas como fator que, segundo avaliação de Leonardo Trevisan, pode favorecer a imagem do Irã no cenário internacional. Em análise para o UOL News, Trevisan afirma que o Irã passou a posar como vítima na guerra, o que, na visão dele, reforça o regime em meio às negociações de cessar-fogo.
Segundo o analista, o Irã investiu em uma estratégia de comunicação que utiliza memes e vídeos em inglês produzidos por inteligência artificial para ridicularizar o ex-presidente americano. A mudança de tom, diz, acompanha o desgaste de Trump e as negociações vigentes.
Trevisan diz que a mudança de imagem do Irã ocorreu desde os ataques a escolas e hospitais, enfatizando que o país foi bombardeado. Ele aponta que, nesse contexto, o Irã é retratado como vítima, o que, na avaliação dele, fortalece a posição do regime na comunicação.
Para o analista, a guerra de narrativas se tornou parte central do conflito. O Irã teria percebido que não precisa encarar Trump com seriedade, adotando uma postura de ridicularização, como já defendido por figuras políticas americanas.
Trevisan afirma que, na visão dele, a condução de negociações por parte de Washington não favorece um acordo. Alega que a postura dos EUA empurra o Irã para uma posição de submissão, dificultando a obtenção de um entendimento.
Para ele, a “mesa de negociação” sob o atual approach não funciona como espaço de pactos, mas como campo de rendição para o Irã. Com esse entendimento, segundo o analista, não haveria espaço para uma negociação efetiva.
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