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Com Orbán sob pressão, Hungria se prepara para eleições legislativas

Pesquisas indicam vantagem da oposição na Hungria, enquanto Orbán enfrenta escrutínio internacional e alta participação no pleito

A situação na Ucrânia tomou parte das discussões na campanha eleitoral na Hungria – foto: Attila Kisbenedek/AFP
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  • A Hungria vota em eleições legislativas no domingo 12, com cobertura internacional inédita e Orbán não chegando como favorito nas sondagens independentes.
  • A oposição, liderada pelo ex-aliado Peter Magyar e pelo partido conservador Tisza, aparece à frente em pesquisas, apesar da confiança de vitória da coalizão Fidesz-KDNP entre aliados do governo.
  • Espera-se alta participação, potentialmente até oitenta por cento, em uma campanha intensa.
  • O governo é alvo de controvérsias, incluindo acusações de tentativa de sabotar o Tisza e declarações de que o chanceler Peter Szijjarto defende interesses da Rússia na União Europeia.
  • Cinco partidos vão concorrer; além de Fidesz e Tisza, o partido de extrema-direita Nossa Pátria pode entrar na câmara, com observação eleitoral da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa.

O domingo 12, a Hungria vota em eleições legislativas marcadas por expectativa sobre o desempenho da oposição e pelo papel de Viktor Orbán, no poder desde 2010. A apuração ocorre em meio a uma campanha intensa, com previsão de participação elevada pela população.

Pesquisas independentes apontam vantagem da oposição, encabeçada pelo partido Tisza, liderado por Peter Magyar. Mesmo assim, o governo confia em manter a coalizão Fidesz-KDNP e acredita em uma vitória. Analistas ressaltam o peso internacional do pleito para a região.

Nas últimas semanas, o serviço de inteligência foi acusado de tentar sabotar o Tisza. O chanceler Peter Szijjártó reconheceu alinhamentos de interesse com a Rússia, conforme vazamentos divulgados por veículos europeus. A discussão envolve sanções, política externa e relações com Kiev.

Orbán tem enfrentado críticas por bloquear um empréstimo da UE a Kiev, sob alegação de condições ligadas a energia e óleo russo. Críticas internacionais destacam o impacto dessas posições sobre a credibilidade húngara no bloco europeu.

O premiê, de 62 anos, governa um país com menos de 10 milhões de habitantes, mas com influência internacional relevante. Analistas destacam a dúvida sobre se a Hungria continuará alinhada a interesses russos ou buscará recompor relações com a UE.

Nos últimos quatro anos, a popularidade de Orbán caiu diante de estagnação econômica e escândalos. Magyar se apresenta como alternativa capaz de promover mudanças na corrupção e nos serviços públicos. Seu lema é o de manter o foco no momento decisivo: *Agora ou nunca*.

Cinco partidos integram as legislativas, menor número desde a redemocratização. Além de Fidesz e Tisza, há a participação do partido Nossa Pátria, de direita, entre os componentes da Câmara de 199 deputados. Alguns grupos optaram por não concorrer para consolidar a oposição.

Em Budapeste, eleitores divergem sobre o apoio ao governo. Enquanto parte acredita na linha de Orbán, outros manifestam expectativa de mudanças. Observadores comentam que a campanha foi marcada por debates mais abertos, em contraste com períodos anteriores.

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) enviou uma missão de observação eleitoral pela segunda vez consecutiva, para acompanhar o pleito. O resultado pode influenciar debates internacionais sobre democracia e governança na região.

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