- Defend Public Health lançou o People’s Health Platform para orientar candidatas e candidatos a priorizar saúde pública, com foco em acesso universal, saúde sexual/reprodutiva e cuidado de gênero, preparação para o clima e futuras pandemias, além de taxação de bilionários.
- O grupo afirma que a saúde pública já foi politizada e precisa ganhar prioridade nas eleições de meio mandato nos Estados Unidos.
- Voluntários vão abordar candidatos de todos os partidos para saber quem endossa a plataforma, e os nomes apoiadores serão tornados públicos.
- A agenda defende restaurar financiamento à pesquisa científica, encerrar ataques a contracepção, aborto e cuidado de afirmação de gênero, reduzir desigualdades em saúde e retornar à participação em organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde.
- Entre as metas estão financiamento estável para saúde pública, expansão de Medicare, Medicaid e do Affordable Care Act, com visão de um dia ter um sistema de saúde universal; críticas são feitas a gestões passadas que teriam prejudicado a saúde pública.
O grupo Defend Public Health lançou uma plataforma de saúde pública para orientar campanhas eleitorais nos Estados Unidos. O anuncio aconteceu no início desta semana, durante a corrida para as eleições de meio de mandato, com foco em ampliar a prioridade da saúde pública na agenda política.
A plataforma chamada People’s Health Platform defende acesso universal à saúde, proteção de serviços de saúde sexual e de gênero, preparação para novas crises sanitárias e tributação de bilionários, entre outras medidas. A iniciativa visa influenciar candidaturas de diversos partidos.
Richard Pan, pediatra e candidato à Câmara dos EUA pelo 6º distrito da Califórnia, afirmou que saúde pública precisa ser prioridade, mesmo diante de temores de politização. A organização sustenta que o tema já foi politizado.
Contexto político nacional
Nina Schwalbe, líder de saúde pública e candidata à Câmara pelo 12º distrito de Nova York, descreveu a atual gestão como responsável por cortes em financiamentos e por divulgar informações inadequadas durante surtos de doenças. Ela ressalta que a plataforma é inegociável para candidatos.
Elizabeth Jacobs, professora emérita da Universidade do Arizona e fundadora da Defend Public Health, enfatizou que a saúde pública deve ganhar visibilidade nas eleições e servir de base para ações mais ousadas. Ela ressaltou a importância de alcançar eleitores de diferentes correntes.
A campanha pretende abordar candidatos de todos os partidos para checar se endossam a plataforma, com divulgação pública posterior dos apoiadores. O objetivo é que eleitores saibam quais candidatos defendem a saúde da população.
Propostas e custos da saúde pública
Entre as propostas estão a restauração de financiamento para pesquisa científica, o fim de ataques a contracepção, aborto e cuidados de gênero, redução de custos de medicamentos e expansão de serviços básicos de saúde. A meta é ampliar o acesso universal, com foco em reduzir desigualdades.
A iniciativa também defende o retorno e a expansão de programas como Medicare, Medicaid e a ACA, além de apoiar iniciativas para possível adoção de um sistema de saúde de pagamento único no futuro. Essas ideias são apresentadas como forma de reduzir disparidades regionais e econômicas.
DefendPublic Health também promete defender a saúde pública com financiamento estável, evitando ciclos de pânico ou desinvestimento. O grupo questiona ainda a necessidade de requisitos rígidos para cargos de liderança em saúde, citando a nomeação do Surgeon General como tema ainda em debate no Congresso.
Perspectivas e próximos passos
Jacobs afirmou que, ao fim de sua carreira, considera essencial que todos tenham acesso aos cuidados de saúde. A organização planeja divulgar documentos de apoio e estratégias de implementação após as eleições para orientar políticas públicas futuras.
Segundo o grupo, o tema saúde pública não é exclusivo de um partido e pode atrair eleitores de diferentes linhas ideológicas, desde que haja foco na proteção e melhoria da saúde da população. A discussão envolve também a estabilidade de financiamento e a cooperação internacional em saúde.
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