- Ao menos quatro vereadores de Maceió e dois suplentes do PL acionaram a Justiça Eleitoral de Alagoas, afirmando filiação indevida ao PSDB.
- Os parlamentares mencionam que descobriram, apenas recentemente, terem virado “tucanos”; os nomes aparecem como filiados ao PSDB no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- As ações apontam que as filiações teriam ocorrido no dia primeiro e foram cadastradas no sistema no dia quatro, prazo-límite para candidaturas. Os representantes pedem suspensão imediata dos efeitos da filiação.
- O PSDB informou que alguns vereadores já haviam manifestado interesse de deixar o PL, mas que, segundo roteiro interno, eles não assinaram ficha de filiação ao PSDB; afirmou ainda que dados serão ajustados no sistema.
- A disputa acontece após João Henrique Caldas, ex-prefeito conhecido como JHC, deixar o PL, filiar-se ao PSDB e liderar a legenda no estado, o que gerou tensões durante a posse do novo prefeito Rodrigo Cunha.
Ao menos quatro vereadores de Maceió e dois suplentes do PL entraram com ações na Justiça Eleitoral de Alagoas, alegando filiação indevida ao PSDB. Os podiam ter descoberto apenas recentemente que passaram a integrar o partido. Dados do TSE apontam os nomes como filiados ao PSDB.
As ações foram ajuizadas entre ontem e hoje. Os vereadores Brivaldo Marques, Galba Netto, Luciano Marinho e Siderlane Mendonça já aparecem vinculados ao PSDB no sistema do TSE. Suplentes João Tigre e Alex Anselmo também acionaram a Justiça pelo mesmo motivo. A Câmara era base de JHC, agora filiado ao PSDB.
Alegam crimes contra a fé pública e falsidade ideológica, sustentando que não fizeram desfiliação formal nem assinatura de ficha de filiação ao PSDB. Os dados de filiação teriam sido cadastrados no dia 4, apesar da chegada oficial ocorrer no dia 1º.
O que diz o PSDB
A assessoria do PSDB em Alagoas informou que membros da base de JHC estavam cogitando deixar o PL durante reunião em 20 de março. Naquele dia, JHC ainda não decidira a legenda, e cartas de anuência teriam sido assinadas para facilitar a saída sem risco de mandato.
No dia seguinte, Valdemar Costa Neto dissolveu o diretório local e revogou as anuências, afirmando que vereadores que migrassem teriam mandatos contestados judicialmente. O PSDB afirmou que houve um mutirão de filiações na sexta-feira, incluindo nomes de vereadores interessados em deixar o PL, o que gerou o registro indevido.
A assessoria garantiu que as filiações não se concretizaram e que os vereadores continuarão no PL. Disse ainda que as informações no sistema do TSE serão ajustadas para refletir a realidade.
Repercussões na condução política
A descoberta provocou tensão na posse do novo prefeito Rodrigo Cunha. Parlamentares acusados de filiação indevida cobraram apurações e cogitaram acionar a PF. A crise política já se intensificava desde o dia 2, com exonerações de servidores próximos aos vereadores, interpretadas como pressão política.
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