- Mediadores do Paquistão, Egito e Turquia apresentaram propostas de cessar-fogo imediato entre EUA e Irã, com suspensão de hostilidades e reabertura do estreito de Hormuz, seguidas de negociações para um acordo de paz mais amplo.
- Teerã informou que não abrirá o estreito para navios mercantes como parte de um cessar-fogo temporário.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a abertura do estreito até terça-feira à noite, sob ameaça de atacar usinas de energia e pontes do Irã.
- Autoridades legais e especialistas criticam ataques a usinas e pontes como possível crime de guerra; o Irã prometeu retaliação se EUA e Israel escalarem.
- Israel afirmou ter atingido instalações petroquímicas no Irã; ocorrências em Beirute e Haifa deixaram mortos, e o petróleo oscilou com a expectativa de de-escalada.
Propostas para cessar-fogo imediato circulam entre Washington e Teerã na tentativa de interromper o conflito, já com cinco semanas de duração, e evitar o risco de retaliação extrema anunciada por Donald Trump contra as usinas de energia do Irã. As iniciativas foram apresentadas por mediadores de Paquistão, Egito e Turquía.
Os mediadores propõem suspender hostilidades, reabrir o Estreito de Hormuz e, em seguida, abrir um período de negociações detalhadas com vistas a um acordo de paz mais amplo. A ideia busca desescalar a crise entre EUA e Irã.
Trump exigiu no domingo que o Irã “Abra o estreito” até a terça-feira, sob pena de atacar usinas de energia e pontes do país. O ultimato elevou a tensão e dificultou o espaço para diálogo.
Teerã respondeu por canais privados, afirmando que negociações de paz são incompatíveis com ultimatos e ameaças de crime de guerra. O Ministério das Relações Exteriores indicou ter comunicado a posição, ressaltando cautela com pressões.
Ações militares recentes sinalizam escalada: o Irã alerta que pode reagir de forma mais contundente se EUA e Israel ampliarem ataques, segundo autoridades militares citadas pela imprensa.
Extensão de ataques também envolve a região: autoridades israelenses disseram que possíveis novas ofensivas contra alvos estratégicos iranianos estão em estudo, em meio a ações de retaliação envolvendo instalações petroquímicas.
No terreno, relatos de explosões foram divulgados por agências iranianas na área de Assaluyeh, com Israel reivindicando responsabilidade pela ofensiva. A escalada impacta o mercado de petróleo, que já oscilou com sinais de desescalada hoje.
Mercado de energia reagiu de modo variável: preços do petróleo recuaram pela manhã, mas voltaram a subir conforme a crise persiste, após queda anterior associada a esperanças de desescalada.
Na região, outros ataques continuam: fontes israelenses informaram bombardeios na capital Beirute e em áreas próximas a Haifa, com mortes registradas no sul do Líbano e danos em infraestruturas estratégicas.
As operações ampliadas envolvem várias frentes e representam risco de novas ondas de violência na região, mantendo atentos governos e mercados globais à evolução do conflito.
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