- Campaign Against Antisemitism pediu banimento de Kanye West do Reino Unido para se apresentar no Wireless Festival em Londres, em julho.
- Keir Starmer afirmou que é “preocupante” que West tenha sido contratado, citando suas declarações antissemíticas e admiração ao Nazismo.
- O grupo argumenta que o governo pode impedir a entrada de alguém não cidadão cuja presença não seja de interesse público, dizendo tratar-se de um caso claro.
- Patrocinadores like Pepsi e Diageo retiraram o patrocínio do festival; PayPal não aparecerá em materiais promocionais futuros.
- Reações de líderes e entidades judaicas: Ed Davey (Liberal Democrats), Rachael Maskell (Labour), Board of Deputies of British Jews e Jewish Leadership Council são contrários à participação de West.
Kanye West deve ser banido do Reino Unido para se apresentar no Wireless Festival, solicitou a Campaign Against Antisemitism. A entidade judaica questiona a viabilidade do show, marcado para julho em Londres, no Finsbury Park, sob a justificativa de declarações antissemíticas anteriores.
A organização afirma que a presença do rapper não seria benéfica ao público. Citando a controvérsia em torno de West, a campanha reforça que o artista já gravou uma faixa intitulada Heil Hitler, menos de um ano atrás.
Keir Starmer também criticou o festival, dizendo que a escolha é preocupante por ter mantido West como cabeça de cartaz. O político declarou a posição em redes sociais, ressaltando o histórico de antissemitismo do artista.
Reação política e empresarial
Chris Philip, deputado conservador, escreveu a Shabana Mahmood para pedir a prevenção da viagem de West ao Reino Unido. Patrocinadores reagiram: Pepsi e Diageo retiraram o patrocínio ao evento, embora a marca permaneça no site oficial.
PayPal, parceiro de pagamento do festival, não deverá aparecer em materiais promocionais futuros, segundo a imprensa. West, também conhecido como Ye, não se apresenta no Reino Unido desde 2015, quando atuou no Glastonbury.
A campanha de oposição enfatiza que a decisão de permitir a participação seria um precedente na gestão de discursos de ódio. Líderes de grupos judaicos pedem medidas públicas para barrar o artista.
West já enfrentou críticas por declarações antissemíticas e por anúncios envolvendo símbolos ligados ao nazismo. Em janeiro, publicou uma carta no Wall Street Journal afirmando não ser nazista, e que havia passado por crise mental.
A controvérsia ocorre em meio a tensões de antissemitismo no Reino Unido, com incidentes recentes envolvendo comunidades judaicas em Londres e Manchester. As autoridades não divulgaram novas medidas até o momento.
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