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Ministros de Lula que deixaram o governo para concorrer em 2026

Quase metade dos ministros de Lula foi exonerada para disputar as eleições de 2026, após o prazo do TSE

Fernando Haddad deixou o governo Lula para ser candidato a governador de São Paulo. (Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)
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  • O prazo do TSE para desincompatibilização terminou no sábado, 4, e quase metade dos ministros de Lula foi exonerada para concorrer em 2026.
  • Ao todo, 17 das 38 pastas tiveram mudanças para permitir candidaturas a cargos eletivos, principalmente em disputas estaduais e ao Senado.
  • Entre os nomes, Fernando Haddad disputará o governo de São Paulo; Marina Silva e Simone Tebet concorrerão ao Senado; Geraldo Alckmin será candidato a vice-presidente.
  • Outros ex-ministros tentarão vagas como deputado federal ou estadual, senador ou governador, em estados como Maranhão, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraná, São Paulo, Bahia, Alagoas e Pernambuco.
  • A estratégia envolve fortalecer as disputas estaduais e o Senado para sustentar a base de Lula, com nomes de confiança espalhados pelo país.

Quase metade do primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto para concorrer nas eleições de 2026. O prazo de desincompatibilização no TSE terminou no sábado (4), e os ex-ministros ficam aptos a disputar cargos.

Ao todo, 17 das 38 pastas tiveram mudanças por pretensões eleitorais. O objetivo é fortalecer disputas estaduais e, em especial, a corrida ao Senado, visto como estratégico para o pleito de 2026.

A lista dos ministros que deixaram o governo

  • André Fufuca (PP) – senador pelo Maranhão
  • Anielle Franco (PT) – deputada federal pelo Rio de Janeiro
  • Camilo Santana (PT) – governador do Ceará
  • Carlos Fávaro (PSD) – senador pelo Mato Grosso
  • Fernando Haddad (PT) – governador de São Paulo
  • Geraldo Alckmin (PSB) – vice-presidente
  • Gleisi Hoffmann (PT) – senadora pelo Paraná
  • Jader Filho (MDB) – deputado federal pelo Pará
  • Macaé Evaristo (PT) – deputada estadual em Minas Gerais
  • Márcio França (PSB) – senador por São Paulo
  • Marina Silva (Rede) – senadora por São Paulo
  • Paulo Teixeira (PT) – deputado federal por São Paulo
  • Renan Filho (MDB) – governador de Alagoas
  • Rui Costa (PT) – senador pela Bahia
  • Silvio Costa Filho (Republicanos) – deputado federal por Pernambuco
  • Simone Tebet (PSB) – senadora por São Paulo
  • Sônia Guajajara (PSOL) – deputada federal por São Paulo

A depender de cada estado, as candidaturas são concentras em viagens entre legenda e espaço regional. Em São Paulo, Haddad lidera a aposta ao governo, com Marina Silva e Simone Tebet mirando o Senado. Paulo Teixeira e Sônia Guajajara buscam vagas na Câmara.

Gleisi Hoffmann foca no Senado do Paraná para frear a expansão de forças de direita e apoiar a base petista. Carlos Fávaro tenta a reeleição para a Câmara alta pelo Mato Grosso, reforçando a presença no território.

Geraldo Alckmin, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, deixa o MDIC para coligação presidencial como vice na chapa de Lula. A ida ao posto de vice depende de decisão interna e de acordo com o PT para o pleito.

Segundo a direção do governo, as exonerações visam organizar a aliança para 2026, mantendo a governabilidade até o fim do mandato. As candidaturas representam estratégia de expansão eleitoral em estados-chave.

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