- o Irã executou por enforcamento o homem Ali Fahim, acusado de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais de janeiro.
- Fahim seria responsável por atos terroristas contra centros militares com o objetivo de obter armamento para manifestantes; a sentença incluiu a confiscação de bens.
- as autoridades afirmam que os atos ocorreram em um momento “especialmente delicado” diante de suposta ameaça de ataque militar dos Estados Unidos e de Israel.
- essa é mais uma execução ligada aos protestos que estouraram no fim de dezembro, elevando o registro de mortes; pelo menos sete presos políticos foram executados nos últimos seis dias.
- o número oficial de mortos é 3.117, mas organizações independentes apontam entre 4.000 e 6.500, com estimativas não verificadas sugerindo de 20.000 a 30.000 casos.
Ali Fahim foi executado nesta segunda-feira no Irã, após ser condenado por colaborar com Israel e Estados Unidos durante as protestas de janeiro. A informação foi publicada pelo portal Mizan, ligado ao Judiciário iraniano. Fahim foi enforcado após a condenação no Supremo.
Os investigadores afirmam que ele participou de atos terroristas contra centros militares, com o objetivo de obter armamento para os manifestantes e para o que o governo chama de inimigos do país. Os atos teriam ocorrido em um momento considerado especialmente delicado.
O governo sustenta que as ações comprometeram a segurança nacional e a dos cidadãos, em meio a uma suposta ameaça de ataque militar por parte de EUA e Israel. A Justiça diz que Fahim agiu com intencionalidade e tinha plena ciência das consequências.
Contexto das protestas e desdobramentos
No sábado anterior, o regime executou dois presos políticos sob acusação de ligação com a organização oposicionista OMPI/MEK. Com essas mortes, subiu o total de execuções associadas às manifestações para ao menos sete nos últimos seis dias, incluindo um jovem de 18 anos.
A organização Amnesty International aponta ainda que mais uma pessoa está próxima de ser executada, segundo informações de monitoramento de direitos humanos. As autoridades não divulgaram números oficiais atualizados nesse momento.
As autoridades enfatizam o endurecimento da repressão para conter as protestas, que começaram no fim de dezembro como mobilização contra o custo de vida e se expandiram para contestação ao governo. O governo afirma combater a violência e preservar a ordem pública.
De acordo com cifras oficiais, 3.117 mortos foram formalmente reconhecidos. Organizações independentes, porém, estimam faixas entre 4.000 e 6.500 mortos, com dezenas de milhares de investigações em curso que poderiam elevar o total para 20.000 a 30.000.
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