- O Irã, representado pela Guarda Revolucionária Islâmica, disse que o Estreito de Ormuz jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel, desafiando o ultimato de Trump.
- A Marinha iraniana afirmou que está preparando uma “nova ordem” no Golfo Pérsico e pretende definir regras de passagem em parceria com Omã, sem interferência de potências estrangeiras.
- O Estreito de Ormuz transitava cerca de vinte por cento do petróleo e gás globais e permanece fechado desde o início dos ataques, com passagem restrita a navios autorizados por Teerã.
- Trump ameaçou “lançar o inferno” sobre o Irã caso não permitam a reabertura do estreito até terça-feira (7), apresentando uma proposta de fim da guerra com condições exigidas.
- O Irã rejeitou as propostas norte-americanas como excessivas e ilógicas, cobrando compensação, saída definitiva das bases dos EUA da região e o fim da guerra, enquanto anunciava a 98ª onda de ataques contra instalações ligadas a Israel e aos EUA.
Em resposta ao ultimato de Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que o Estreito de Ormuz jamais voltará a ser como era, especialmente para EUA e Israel. A entidade informou que prepara uma nova ordem para o Golfo Pérsico.
A iniciativa iraniana busca estabelecer regras próprias de passagem pelo estreito, defendendo que os acordos deverão ser firmados com Omã, sem interferência de potências estrangeiras na região.
O Estreito de Ormuz permanece ausente de normalidade desde o início das ações entre EUA e Israel contra o Irã, com a passagem de navios atualmente restrita aos autorizados por Teerã. Cerca de 20% do petróleo mundial transita ali.
No domingo, 5 de julho, Trump ameaçou impor “o inferno” ao Irã se o estreito não for reaberto até terça-feira, 7 de julho. O presidente dos EUA também sinalizou medidas duras contra o país.
A chefia de Relações Exteriores do Irã rejeitou, nesta segunda-feira, propostas estadounidenses de um acordo em 15 pontos, classificando-as como excessivas, incomuns e ilógicas. O país exige compensação por danos, retirada de bases estrangeiras e fim da guerra.
O porta-voz do Exército iraniano destacou que é preciso fazer o inimigo reconhecer o erro para evitar nova guerra, conforme comunicado divulgado pela Tasnim, agência oficial.
Além disso, o Irã divulgou novos alvos no Oriente Médio: um navio porta-contêineres SDN&, além de locais estratégicos em Tel Aviv, Haifa, Beir Sheva e Bat Yam. A nota ressaltou que ataques a civis serão respondidos com medidas proporcionais.
O Irã confirmou a morte do chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, em ataque aéreo israelense em Teerã, reforçando o momento de tensões entre as partes. As informações foram veiculadas por agências iranianas.
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