- Wilson Lima, governador do Amazonas, e o vice-governador Tadeu de Souza renunciaram aos cargos no sábado 4; as cartas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Aleam.
- A saída de Lima ficou oficial às 23h00, no último dia de desincompatibilização, dentro do prazo de seis meses antes das eleições de 2026.
- Lima afirmou que a renúncia ocorre em caráter irrevogável e irretratável, mantendo a ideia de cumprir o mandato por um “acordo com o povo do Amazonas” e não descartou, publicamente, a possibilidade de concorrer ao Senado.
- Com as renúncias, assume o governo o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), que também era cotado como possível candidato em 2026.
- Caso Cidade recuse o cargo, o comando pode passar ao presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que terá até 30 dias para convocar uma eleição indireta na Aleam.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, e o vice-governador Tadeu de Souza renunciaram aos cargos no sábado 4. As cartas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Aleam. A desincompatibilização ocorreu às 23h, no último dia permitido pelo prazo legal.
A saída de Lima foi anunciada após um episódio em que afirmou, em Manaus, cumprir o segundo mandato por um acordo com o povo do Estado. A renúncia coloca na disputa futuras eleições estaduais e pode abrir espaço para novos cenários políticos no Amazonas. Lima não confirmou intenções de disputar o Senado Federal.
Tadeu de Souza também protocolou a renúncia em documento semelhante, mantendo o rito previsto para desincompatibilização. Ambos deixaram claro que a decisão tem caráter irrevogável e irretratável, buscando cumprir o prazo de seis meses antes das eleições de 2026.
Sucessão e desfechos institucionais
Com as renúncias, assume o presidente da Aleam, Roberto Cidade, conforme a ordem constitucional. Cidade integra o União Brasil e era visto como possível candidato em 2026, tanto no Executivo quanto no Legislativo. A hipótese de recusa poderia levar o comando ao TJAM.
Caso haja recusa de Cidade, o Tribunal de Justiça do Amazonas fica responsável por convocar uma eleição indireta na Aleam, com prazo máximo de 30 dias para realizar a escolha do novo governador. A janela de transição deve observar os trâmites legais e prazos previstos na Constituição estadual.
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