- Existe uma cláusula na mudança da lei de serviço militar que exige que homens de 17 a 45 anos peçam autorização das Forças Armadas para ficar fora do país por mais de três meses.
- A norma entrou em vigor em 1º de janeiro e visa melhorar o recrutamento, com todos os homens de 18 anos preenchendo um questionário de aptidão para o serviço, sem obrigatoriedade de alistamento.
- Se não houver recrutamento suficiente, o parlamento pode discutir a reintrodução do serviço obrigatório, disse o ministro da Defesa.
- O Ministério afirmou que a autorização para longas estadias no exterior pode ser comum sem crise de segurança, mas que ainda não há dados sobre quantas solicitações foram feitas neste ano.
- O objetivo é ampliar o efetivo para 460 mil by 2035, com 260 mil soldados ativos e 200 mil reservistas; hoje há cerca de 182 mil ativos e menos de 50 mil reservistas.
A Alemanha está em foco após uma cláusula pouco divulgada nas mudanças à política de serviço militar. O texto exige que homens entre 17 e 45 anos obtenham autorização das Forças Armadas para permanecer no exterior por mais de três meses, mesmo em tempos de paz. A lei entrou em vigor em 1º de janeiro.
O objetivo inicial é estruturar o recrutamento e, se o modelo não atrair voluntários suficientes, o parlamento poderá discutir a reintrodução do serviço obrigatório. A defesa afirma que a regra cria um quadro para eventual contingência de recrutamento.
Segundo o Ministério da Defesa, a exigência serve para saber onde estão potenciais recrutas em caso de necessidade urgente. A norma prevê exceções amplas para evitar burocracia excessiva, conforme explicação oficial.
A medida revive uma regra de períodos anteriores, que não tinha consequências práticas na prática. Não houve anúncio sobre o número de pedidos de autorização já feitos neste ano, segundo o ministério.
A política busca elevar o efetivo para 460 mil, sendo 260 mil ativos e 200 mil reservistas, até 2035. Hoje, a Alemanha conta com cerca de 182 mil militares ativos e menos de 50 mil reservistas.
Contexto e desdobramentos
Analistas apontam que a mudança ocorre num momento de tensão com a Rússia e de defensiva europeia mais assertiva. O chanceler Friedrich Merz defende fortalecer as forças convencionais do país.
Protestos estudantis contra o serviço obrigatório já haviam ocorrido antes, com ações que questionavam o alcance da reforma. O governo mantém o foco em ampliar a preparação militar sem impor serviço obrigatório neste momento.
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